30 de dezembro de 2011

2011, simples assim.



Neste ano eu descobri milhares de coisas, e confesso que, descobri coisas que eu nunca queria ter descoberto.

Descobri coisas que eu não queria ainda descobrir.

No começo do ano, tudo caminhava bem. Sorrisos a toa, pensamento bobo e aleatório... vou comparar com algo clichê, mas a sensação que tenho é que eu estava no topo da montanha. Bem lá no pico, e de repente, uma ventania repentina me derrubou. Simplesmente. E foi nesse momento em que eu descobri uma das coisas mais difíceis desse ano: Suportar a saudades.

Mas não é daquelas saudades fáceis de se lidar. É aquela saudades dolorida, daquelas que te doem o peito, e que faz você chorar até adormecer, se rendendo ao cansaço daquilo. Dói tanto porque não tem como simplesmente acabar com essa saudades, você só tem como alimentá-la pelas lembranças.

No meio de 2011, entrei em um desespero de identidade. Não, eu não entrei em depressão. Eu só me perguntava o tempo todo "Quem eu vou ser?!". Crise clássica de vestibulando que ainda não sabe que carreira seguir. E bom, posso dizer que foi complicado, tão complicado que tive que descobrir duas coisas: Lidar com as pessoas. Ignorar as pessoas.

Sabe quando você quer dormir tranquila depois de um dia conturbado, mas um mosquito não deixa de lhe zumbir no ouvido? Bom, era isso que eu sentia quando as pessoas vinham para falar comigo sobre faculdade e queriam dar sua opinião. E acreditem, foram muitas.

No fim do ano, tomei minhas decisões. Sabe o que eu fiz além disso? Chorei. Talvez eu tenha chorado por tudo. Por estar dando adeus à tanta gente que me conquistou todas as manhãs. Pela faculdade. `Pelas saudades que eu sentia, pela dorzinha que estava crescendo no meu coração, pelas palavras que eu não disse, pelas músicas que eu queria ter oferecido. Chorei pelo sentimento de perda alcançável.

Depois de chorar, sorri. Sorri porque não havia outros caminhos. A não ser pelo os que eu escolhi, e arrependimento é tudo o que eu não quero sentir.

Foi no fim do ano que descobri:


1 - Descobri que a distância só piora as coisas, porque se distanciar não arranca as raízes... pelo contrário, as raízes se fortificam por conta da saudades. E do maus entendidos, de fato. 

2 - Descobri que é melhor entrar em algo novo sem muitas expectativas. Se você for com muitas expectativas, pode se decepcionar. Mas se for apenas confiante, pode se surpreender muito. 

3 - Descobri que não tenho aptidão à derrotar chefões em video-games. Principalmente nos de Zelda. 

4 - Descobri que sou carente, e que cobro muito amor e carinho dos meus amigos. Acho que alguns ainda não se acostumaram com esse meu jeito... ou simplesmente ignoram isso e me deixam na rua da amargura. 

5 - Descobri que ignorar a dor de alguém não é respeitar o 'espaço dela'. Às vezes o que a pessoa mais quer naquele momento é um abraço e que você diga: "pode chorar". 

6 - Descobri que quero fazer esse blog crescer de alguma maneira. 

7 - Também descobri que gosto de fazer listas. 

Olha, antes que esse post fique grande demais e cansativo. Quero desejar um feliz ANO NOVO, para quem lê ao meu blog (secretamente ou não), e também desejar tudo de bom e que 2012 seja melhor à todos. Quero também agradecer àqueles que estiveram ao meu lado o ano inteiro. Não preciso citar nomes, não é? Obrigada por tudo, literalmente.

Agora diga, o que você descobriu em 2011?


26 de dezembro de 2011

Concluímos que...



Coisas estranhas normalmente não acontecem por acaso. Acredito, com os pés fincados no chão, que mesmo nossas escolhas serem complicadas, doloridas e muitas vezes difíceis de aceitar, um dia podemos olhar para trás e sorrir com o que aconteceu. Sorrir porque se conseguiu passar daquilo, talvez.

Nessa vida tudo é tão incerto, já me falaram tantas vezes dessas coisas sobre destino. Outros se contradizem, e outros simplesmente não confiam nesta palavra. Para ser sincera, eu esqueci completamente do meu "destino", no sentido literal. Destino, meu caminho.

Ainda me sinto um pouco perdida, assim como em Alice no País das Maravilhas, quando seu caminho está todo traçado, mas então, um cão com seu rabo-espanador, simplesmente apaga a trilha.

Quem é que nunca se sentiu no meio de uma estrada, tendo caminhos a escolher... mas no fim, senta entre estes portais. Não espera que algo aconteça, não. Está simplesmente pensando, no que é certo a se fazer, que caminho finalmente escolher, e até onde isto pode te levar.

Arriscar pode ser sim, bom. Mas muitas vezes, quando você pega um caminho errado, sair de lá pode ser tão complicado quanto abrir outra estrada, sem ter nem uma pá em mãos, ou até mesmo uma faca.

Nessa reflexão tão longa e cansativa -quando você passa a pensar em excesso sobre essa história de "caminhos" seu cérebro cansa e seus olhos se entediam- , cheguei à uma conclusão simples: Deixe a vida acontecer. estou sentindo tanto a sua falta, papai

20 de dezembro de 2011

Trilhando estes caminhos.



Sempre acreditei no impossível. Acreditar no impossível é algo divertido, já que, quando você acaba alcançando seus sonhos, pouco a pouco, você passa a enxergar cada vez mais o caminho a seguir. E o impossível já não chega a ser tão impossível assim, mas as surpresas ainda são tãos boas para a alma.

Sonhos impossíveis. A única pessoa que pode dizer impossível, é você, e somente nessa situação. Nunca acompanhando do verbo "ser", somente no acreditar no impossível, para alcançá-lo. E por assim, seguir.

Engraçado é escrever essas coisas de sonhos, quando os meus ainda estão distantes, ainda sem caminhos trilhados...

4 de dezembro de 2011

Sorrindo aos sonhos.


  Só sorria enquanto lhe há forças. Muitas das vezes que desistimos de algo é porque não encaramos sorrindo. E não considere só sorrisos felizes, existe milhares de tipos de sorrisos. Não vou citá-los por pura preguiça, confesso. Mas pense, e tente concordar comigo.

  Se ainda lhe resta alguma ponta de esperanças nessa sua pele, se ainda existe aquela voz da impulsão que lhe grita dentro do peito, sorria e encare. Talvez dê certo. Se não der, tente outra vez. Mas não desista dos seus sonhos, caro ser.

  Quando um ser humano desiste de ir atrás de seus sonhos, não há mais uma razão de viver. Danem-se as suas feridas. Afogue-se nos seus princípios, faça de tudo. Só, pelo amor de Deus, não desista. E se por um acaso pensar em desistir, sorria. Sorria de uma forma irônica ao mundo, ou àqueles que duvidaram. Sorria como quiser. Mas erga esses olhos e encare um horizonte, trilhe um caminho.

  Seja qual for o meio de se chegar no seu sonho, caro ser, orgulhe-se de dizer ao final que por mais que ainda tivessem tropeços, você chegou ali sorrindo. Encontrou sua identidade.

1 de dezembro de 2011

Pequena Abelha, de Chris Cleave



Lembro da primeira vez que vi este livro nas livrarias. Um laranja que atrai, uma capa marcante, logo fui até ele e li a contra-capa: "Depois de ler este livro, você vai querer comentá-lo com seus amigos. Quando o fizer, por favor, não lhes diga o que acontece. O encanto está sobretudo na maneira como esta narrativa se desenrola."

Para quem me conhece, já imagina que me corroí de curiosidade, e só me acalmei quando vi ele na minha prateleira (obrigada, Borracheira!) prontinho para ser lido. E bem, confesso que não me dediquei muito no começo, provas e vestibulares, decidi deixar os livros de lado. Mas foi só eu sair de férias que simplesmente mergulhei neste livro laranja e me apaixonei pelo jeito que Chris descreveu tudo, os cheiros (eu cheguei a sentir o cheiro de chá em algumas longas páginas), as formas, a inocência, nas partes que me fizeram rir, e as filosofias da querida Abelinha... e até o desespero e a agonia que a narrativa envolve, eu fui capaz de sentir intensamente.

É, como está escrito na contra-capa "Ambicioso e arrojado","Impressionante"...  E deve ser ainda mais por não se poder falar muita coisa, não poder aprofundar... enfim, estou limitada em dizer qualquer algo sobre o livro, como já sabem. Então só deixo a oportunidade de mergulharem nessa  -eu posso colocar o adjetivo "linda", mas ainda assim, não vai ser o bastante, quem sabe- extasiante história de Chris Cleave e se deixarem encantar por todos os detalhes, assim como eu fiz.

23 de novembro de 2011

Um, dois e três.



Estou preferindo poucas palavras ultimamente, já que inspiração vem sido pouca e ando cercada demais de barulho. Informação demais em minha mente, conturbada e os olhos confusos. Dor de cabeça e desencontros... tudo anda muito... presente? Não, palavra errada. Tudo tem andado estranho. Só eu tenho achado que o mundo vem parecendo com um ar diferente? Inspirações esquisitas?
Enfim, (Por que não usar a palavra que eu mais tenho usado?) nada como o tempo para por tudo no lugar. Mais um ano vai fechar, um ciclo vai concluir e ainda tem tantos caminhos para seguir... não é? Afinal, quando é que as estrelas vão voltar a brilhar?

21 de novembro de 2011

19 de novembro de 2011

Feliz aniversário, papai.
Eu te amo, muito. 

18 de novembro de 2011

Mudando levemente.



Uma coisa que eu não posso negar é que a minha vida está mudando. Não da água para o vinho, ou coisas do tipo. E sim como em uma evolução. Vai haver a necessidade de se acostumar com o novo ambiente, conhecer pessoas novas, conhecer novas coisas... quem sabe até mundos, não é?

Estou realmente ansiosa para isto, por mais que eu esteja nervosa e com o estômago congelado apenas por pensar. Pressentimentos bons e pensamentos positivos, é tudo o que eu sinto e quero agora.

E algo além nessa questão de mudanças, estou ansiosa para o que o destino vai me tornar, melhorar, ou seja lá como queira interpretar... Me ajudando, cooperando, tentando manter a mente e o coração tranquilos. A única coisa que não posso esquecer é que só tenho dezessete anos, e que muita coisa ainda vai acontecer. E que eu não preciso ser sempre madura, sem sempre coerente, sempre na linha e sempre realista.

Levemente mudando, é sempre bom uma mudança, concorda?

1 de novembro de 2011

Gunslinger.

O fato é que muita coisa não me faz muito bem. Amo muitas coisas que já não me fazem bem, como bandas, lembranças demais para uma mente tão pequena. Hoje não estou muito bem, sentimentos estranhos, e tudo o que me parecia tão claro ontem, já não é mais hoje. Estou uma confusão, e a única coisa que eu queria agora, é que abrissem a porta e me vissem pulando assistindo o show que me trás tantas nostalgias e me falasse: "vamos embora". Pegasse minha mão, e me levasse para qualquer lugar.

Qualquer lugar, mas bem longe daqui. Só por alguns dias.

31 de outubro de 2011

Colina dos desolados.

Deve ser saudades acumulada no peito.
Daquelas que doem e são contínuas
não param a nenhum instante
e ferem até a alma.

Provavelmente é o que eu tenho sentindo.
Simplesmente saudades.
Que de simples não há nada.
Tão complexa quanto a gravidade.

Lágrimas e mais lágrimas
engolidas pelo orgulho e pela necessidade de ser forte.
E nesse ciclo vicioso
me escondo em uma redoma de aço.

Talvez eu seja mais forte do que aparento.
Talvez eu tenha a consistência de uma gelatina.
Talvez eu seja tudo isso
e mais um pouco.

Feita de fases.
Complexidade aos poros,
sensibilidade aos olhos,
choro às razões.

Limite ultrapassado,
saudades já transbordando aos olhos.
Razão explodindo os neurônios
e sanidade está em falta.

Impulsiva e desentendida.


Larissa Cavalcante.



26 de outubro de 2011

Palhaços ou atores?



A brisa estava forte, e o sol batia sem piedade na minha pele coberta de protetor fator cinquenta. Meus olhos estavam doendo por causa da luz e um mínimo de sombra era aceita com sorrisos aleatórios.
Entre pensamentos bobos, vagos por assim dizer, via as pessoas passarem por mim. Velhos casais, novos casais, pessoas solitárias e crianças e seus mundinhos.

Dei um passo à direita e me deparei com uma trupe. Assim, no meio do calçadão da praia, uma espécie de cenário improvisado suportado por bicicletas, reparei que um rapaz de shorts preto, com um nariz de palhaço, dizia um roteiro de forma tão natural que me fez parar.

Fui para o meio das poucas pessoas e assim, os assisti. O rapaz com o nariz olhava as pessoas nos olhos, e eu não era uma excessão, eu via a sua alegria por estar ali. Por estar no meio da rua, por ver as poucas pessoas que pararam e ficaram ali e sorriam das piadas bobas, os tombos falsos, ou nem precisava de falas.

O tempo passou e eu nem reparei, o sol de pondo e eu ali, assistindo o cara do shorts preto com seus amigos, que também usavam um nariz de palhaço... O que me cativou, o que me fez ficar ali foi o jeito que ele olhava para todos, olhando nos olhos e se alongando, demorando, falando com a pessoa... mesmo sendo um simples roteiro, mas olhando nos olhos, eu não era uma excessão.

Definitivamente, eu fiz o certo em ter saído de casa, fugido da confusão, ir em busca do que quero, mas é segredo... se não, eu não teria visto o cara tão cativante e seus amigos. Virei as costas com o sorriso no rosto, não ia embora por que queria, e sim porque devia. Estava ficando tarde...

E assim que virei as costas, ouvi o cara do shorts preto dizer, simplesmente encaixando a fala no roteiro: "Não se vá!". Gargalhei, dei um aceno e voltei a caminhar. Não dá para levar tão a sério alguém que está com uma bola vermelha no nariz imitando um leão que lixa as unhas. Voltei para casa sorrindo, lembrando do que ele dissera e o amor com que ele fazia aquilo. Fazer as pessoas rirem, e atrair pessoas por causa de seus narizes.

Estou feliz por ter parado e visto o amor nos olhos dos palhaços, ou atores? Ambos. Vou levar isso para a vida inteira...

17 de outubro de 2011

Simplesmente sentir.



Quero pessoas de verdade, daquelas que sentem, não apenas dizem e mentem. Apenas sentem e conversam pelo olhar. Há palavras para descrever cada um desses olhares, mas não para descrever o que realmente sentem. Não, só pensamos que há um jeito, porque simplesmente alivia, mas não descreve totalmente.
O vocabulário português chega a parecer pequeno, quando se há um turbilhão de sentimentos.

Ah, eu quero pessoas de verdade. Pessoas com muitos defeitos, defeitos a transbordar e doar. Defeitos imensuráveis. Por que? Porque são as pessoas que mais sabem, mais vêem, ouviram e não duvide, são as que mais tem cicatrizes. Cicatrizes que provavelmente ainda não fecharam, e outras que sararam por saber crescer, seguir em frente e aprender a deixar para trás.

Como eu adoro pessoas! E engraçado, quando digo isso, às próprias pessoas, elas me encaram, pelo susto, as sobrancelhas erguidas e os olhos curiosos e me perguntam: Por quê?
Em alto e bom som respondo: Simplesmente por sentir. Pessoas sentem ódio, mas ao mesmo tempo amor (Amizade está entre os mais belos amores). Pessoas sentem mágoa e ao mesmo tempo compaixão.

Pessoas são contraditórias consigo mesmas. Algumas. Outras nem tanto. Mas esse que é o mais divertido e curioso em ser humano, nós sentimos.

10 de outubro de 2011

Last chance.

Talvez seja isso. É, com toda a certeza. Eu fiz curso superior em mentir meu estado emocional... ao menos àqueles que me conhecem pouco, acho, não tenho certeza.

Meu caro, não sei ao certo o que irei dizer aqui, mas não sei dizer ao certo se estou bem. Quero chorar, mas simplesmente não posso, não dá, não entre esses metros quadrados.

Oh, droga. Seja lá o que estou sentindo, mas é um vazio incomodo.

7 de outubro de 2011

Saudades do tudo.


   Ah, mas que saudades de tudo. Quando digo tudo, é no sentindo literal e completo da palavra. T-U-D-O. Tudo que vem do senhor, que era o meu tudo. Ops, ainda é. Ouvi dizer que quando alguém parte, ela passa a viver em nosso coração. E acredito fielmente nisso, não sinto presença mas sim conforto.
 
   Como assim, conforto? - alguém me pergunta... Conforto, eu sinto quando choro de saudades. Conforto quando parece que estou no fim do poço. E principalmente, me sinto confortada quando tenho de ser fote, simplesmente porque a vida me obrigou a isso. Obrigar é uma palavra forte, usaremos então, me induziu.
 
   E isso tudo que sinto, dói. O coração dói, os olhos ardem e você tem de chorar baixinho, para que não te ouçam, para que não se preocupem com você. Amadurecer, crescer, encarar problemas sem muitas soluções, parece impossível de se suportar... mas como disse, sou confortada. O coração acalma, a respiração volta ao normal e os olhos param de chorar.
 
   Ah, mas que saudades do teu abraço, do seu cheirinho tão único, do jeito que seu dedão da mão era inchado e afundava quando se apertava. Sua mão segurando a minha para atravessar a rua.
 
   Sinto falta de como o senhor reclamava quando eu amassava a sua camisa de botões. Sinto quando me acordava mentindo as horas e do cheiro do chá de morango todas às manhãs. Sinto até quando ouvia seus passos preguiçosos se arrastando no corredor. E do seu ronco barulhento à tarde, e como segurava o controle enquanto fazia isso. Segurava-o tão forte que nem mudar de canal eu poderia, até dormindo dominava a tv à si.
 
  E as suas piadas ruins? Todas piores que as outras, mas me faziam rir. O silêncio da viagem de carro, e como segurava minha mãe enquanto esperávamos o sinal abrir, da sua pergunta: "Dormiu bem, filha?". É, eu sinto muito a sua falta, tanta que as vezes me sinto até anestesiada.
 
  Sinto saudades das poucas coisas, das pequenas coisas, e dos segundos tão preciosos que eram de um sorriso e uma risada alta. Estou com saudades do seu "Eu te amo muito." e eu respondendo "Eu te amo mais.". Ai quanta saudades, mal cabe dentro de mim.
 
  Aparece para mim nos meus sonhos? Só para eu matar um pouco dessa saudades... Só para conversamos um pouquinho sobre carros e história sobre guerras? Só para eu te abraçar, ouvir sua voz, nem que seja alguns segundos, por favor?
 
  Como sou boba, não? Vou esperar, o tempo que for, e ficar nas minhas lembranças, um pouco, mais um pouco. Nem sinto que as lágrimas caem, simplesmente, se vão e rolam pelo meu rosto.
 
  Faz isso passar? Olha por mim? Cuida de mim? Papai, eu não se eu quero crescer. Você não tinha me dito que era tão complicado assim...
 
  Eu te amo, muito. É maior que o meu espírito, maior que o universo, maior que a minha saudades, papai.

30 de setembro de 2011

Confortável.



Eu adoro ouvir histórias de amor, mas amores reais, daqueles que só o destino consegue mesmo bolar algo tão complicado e tão precisamente perfeito. Precisamente errado, um errado que deu certo. É, eu gosto de ouvir esse tipo de história, onde há sim um final feliz para cada um.

Absurdo imaginar que tem gente que se desespera só de pensar nisso. Fica triste, e ilude-se em algo bobo e vão. Nem sempre aquele alguém será o seu "errado que deu certo", quando o seu errado chegar, você vai saber... lá no fundo do seu coração, que mesmo que as estradas da vida lhe separem, um dia, esses dois caminhos vão voltar a se cruzar.

Ou o nome disso é esperança?

Talvez seja um pacote de tudo que inclui-se no destino. Muita gente não crê no destino. Opinião é de cada um, mas as vezes parece um absurdo não acreditar que nossos caminhos são traçados precisamente, sem faltar nenhum detalhe. Erros para se aprender. Erros para se repetir e nunca mais pensar em voltar a cometer. Tropeços e mais tropeços. O que seria da vida sem aqueles problemas que não saem da nossa cabeça? Boa? Sim, mas tediosa.

Ah, destino, tramando coisas mirabolantes e sem sentido. Não estou cobrando de ti, sou uma garota pacientes, mas quando voltará a me fazer surpresas boas?

28 de setembro de 2011

Chore, garota. Chore.

    
  Chore, garota, chore enquanto o futuro está distante. Chore todos esses mares dentro de ti, deixe debrulhar-se nesses seus medos, os jogue para fora! Grite, esperneie, reclame e xingue, mas principalmente, chore. Deixe essas lágrimas mancharem seu rosto, deixe o seu nariz parecer um tomate de tão vermelho, deixe seus olhos ficarem inchados como se tivesse levado um soco... certo, muito bruta a comparação, não será para tanto... apenas levemente inchados.
Mas depois de chorar, não esqueça, pegue o seu pincel e com algumas básicas pinceladas, maqueie esse rosto choroso. Calma, não é pelo fato de ter vergonha de ter fraquejado, (afinal, ninguém é feliz o tempo todo) é somente para evitar perguntas. Há perguntas que são incomodas de responder, chatas e sinceramente, muitas eu não saberia responder. Um exemplo? Se me perguntassem "Por que você chorou?"... amigo, o máximo que eu saberia seria: tudo; e o mínimo: não faço idéia.

26 de setembro de 2011

Chuva em Calçoene.



Olá, ainda é setembro? Sim, ainda é setembro e essa chuva ainda não parou. Se já não me bastasse a quantidade de água que meu corpo sustenta, há uma tempestade em meus pensamentos. Chuva, trovoadas, turbulência em pequenos aviões. A água não sei de onde surge, há um deserto em meus olhos, e uma Calçoene* no coração. Chuva e chuva. Quer fazer parar? Tem como fazer parar além de mim? É uma boa questão, sem dúvidas. Mas talvez eu não queira me mover, espero ser resgatada, espero cair no buraco onde caiu Alice. Erros, não grandes, mas continuam sendo erros.Ah, se eu tivesse feito tudo diferente, como seria agora? Se eu tivesse tido coragem de continuar, de ter encarado com peito, estaria chovendo neste momento? O mundo se move em perguntas, enquanto eu me afogo com as minhas. Adeus, está na hora de partir. Já comprei a passagem para bem longe, a única dica que darei é um lugar quente, quem sabe o sol queira evaporar toda essa chuva, não?"



*: Calçoene é a cidade mais chuvosa do Brasil. Ela fica no Amapá e bem, lá chove demais. (jura?)

Amor e Caos com Caio Fernando.

asteróide vindo de Amor e Caos:



"Não quero lembrar. Faz mal lembrar das coisas que se foram e não voltam. 
(...) Agora já passou. Não sinto raiva, não sinto nada. Sinto saudade, de vez em quando. Quando penso que podia ter sido diferente."

Caio F. em Onde Andará Dulce Veiga?

22 de setembro de 2011

Namore uma garota que lê.


Namore uma garota que gasta seu dinheiro em livros, em vez de roupas. Ela também tem problemas com o espaço do armário, mas é só porque tem livros demais. Namore uma garota que tem uma lista de livros que quer ler e que possui seu cartão de biblioteca desde os doze anos. Encontre uma garota que lê. Você sabe que ela lê porque ela sempre vai ter um livro não lido na bolsa.

Ela é aquela que olha amorosamente para as prateleiras da livraria, a única que surta (ainda que em silêncio) quando encontra o livro que quer. Você está vendo uma garota estranha cheirar as páginas de um livro antigo em um sebo? Essa é a leitora. Nunca resiste a cheirar as páginas, especialmente quando ficaram amarelas. Ela é a garota que lê enquanto espera em um Café na rua.  Se você espiar sua xícara, verá que a espuma do leite ainda flutua por sobre a bebida, porque ela está absorta. Perdida em um mundo criador pelo autor. Sente-se. Se quiser ela pode vê-lo de relance, porque a maior parte das garotas que leem não gostam de ser interrompidas. Pergunte se ela está gostando do livro.Compre para ela outra xícara de café.  Diga o que realmente pensa sobre o Murakami. Descubra se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entenda que, se ela diz que compreendeu o Ulisses de James Joyce, é só para parecer inteligente. Pergunte se ela gosta ou gostaria de ser a Alice.

É fácil namorar uma garota que lê. Ofereça livros no aniversário dela, no Natal e em comemorações de namoro. Ofereça o dom das palavras na poesia, na música. Ofereça Neruda, Sexton Pound, cummings. Deixe que ela saiba que você entende que as palavras são amor.

Entenda que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade mas, juro por Deus, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco como seu livro favorito. E se ela conseguir não será por sua causa.  É que ela tem que arriscar, de alguma forma.Minta. Se ela compreender sintaxe, vai perceber a sua necessidade de mentir. Por trás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, nuance, diálogo. E isto nunca será o fim do mundo.Trate de desiludi-la. Porque uma garota que lê sabe que o fracasso leva sempre ao clímax. Essas  garotas sabem que todas as coisas chegam ao fim.  E que sempre se pode escrever uma continuação. E que você pode começar outra vez e de novo, e continuar a ser o herói. E que na vida é preciso haver um vilão ou dois.

Por que ter medo de tudo o que você não é? As garotas que leem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem. Exceto as da série Crepúsculo.

Se você encontrar uma garota que leia, é melhor mantê-la por perto. Quando encontrá-la acordada às duas da manhã, chorando e apertando um livro contra o peito, prepare uma xícara de chá e abrace-a. Você pode perdê-la por um par de horas, mas ela sempre vai voltar para você. E falará como se as personagens do livro fossem reais – até  porque, são mesmo.

Você tem de se declarar a ela em um balão de ar quente. Ou durante um show de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Ou pelo Skype. Você vai sorrir tanto que acabará por se perguntar por que é que o seu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito.

Vocês escreverão a história das suas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos mais estranhos ainda. Ela vai apresentar os seus filhos ao Gato do Chapéu [Cat in the Hat] e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos de suas velhices, e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto você sacode a neve das botas.

Namore uma garota que lê porque você merece. Merece uma garota que  pode te dar a vida mais colorida que você puder imaginar. Se você só puder oferecer-lhe  monotonia, horas requentadas e propostas meia-boca, então estará melhor sozinho. Mas se quiser o mundo, e outros mundos além, namore uma garota que lê.  
    


Tradução e adaptação – Gabriela Ventura

Preciso colocar minha opinião sobre? É, também acho desnecessário.

18 de setembro de 2011

Uma promessa para as estrelas.


(Everything - Lifehouse)

Esperando a vontade de fazer algo, ela caminhou até a janela já aberta. Um brisa gelada e calma soprou em seu rosto, algo típico em uma madrugada de segunda-feira. Ela suspirou junto com o vento, cansada do sentimento que invadia seu coração, cansada daquela vida. Somente a grade separava ela da imensidão da paisagem que enxergava. 

E assim, pensando e olhando para o asfalto que não lhe mostrava nada interessante, mas a brisa lhe soprava tão refrescante que ficar ali parecia um convite muito confortável, e assim o fez. Calmamente, refletindo e batalhando em um conflito interno, os olhos quase negros olharam para o céu.

Sem estrelas, as nuvens esbranquiçadas tomavam a hora em que as estrelas brilhavam mais. Triste de ver apenas nuvens tediosas, preguiçosas e sem forma, olhou novamente para o asfalto que não lhe mostrava nada de bom. 

E assim, uma garota brasileira, estava pensando em inglês. E dos pensamentos, abriu a boca, como em um sussurro, em um diálogo consigo mesma, começou a falar. Em inglês, fulo e ainda infantil, reclamações e filosofias vãs. 

"He is alone, you are not." Falou enquanto via um mendigo cantar, carregando um travesseiro enquanto sobia a rua. Descalço, sujo e sozinho. 

A garota se sentia só. Rodeada de gente, mas sozinha. Sentia como se estivesse perdendo sua essência, seus objetivos... Falava o tempo todo "I need change this. On really, I need be somebody first.". E pensando nisso, conversando com Deus, seu Pai, seu próprio cérebro, fez uma promessa à única estrela que via entre aquelas nuvens preguiçosas.

Fez uma promessa, e iria cumprir. Sua esperança estava por um fio, mas ainda sim, com um robe preto e os olhos tristes, prometeu. 

Passou alguns minutos cantarolando, e durante isso teve uma idéia. A idéia que tanto precisava, a que tanto procurava, a que precisava começar de uma vez... Por que não começar um livro? 

Ela sorriu. Ainda sentia aquele maldito sentimento, mas o que poderia fazer além de mudar? Ela sorriu porque irá mudar, irá conseguir o que quer. Pode não aparecer agora, nem até o final do ano, mas quem disse que ela está com pressa?

13 de setembro de 2011

Bobagens.



Ultimamente tenho pensado em muitas besteiras. Besteiras positivas, mas as besteiras negativas tem me "invadido" um pouco mais. Não tenho como evitar, na realidade tenho, mas tem um momento que chega a ser tão 'automático' que nem pensamos na consequência. Pelo menos não no começo.

Mas resolvi pensar e desfiz a armadilha que fiz para mim. Inconscientemente, é claro. As vezes queremos tanto algo, tanto que queremos que seja depressa e nem vemos que iríamos cair no próprio -e falhado- plano.

Pois é. Quantas bobagens tenho pensado. Tanta bobagem que tenho ficado boba, abobada. Sinto que paro para pensar em bobagens para preencher um vazio, preencher a minha definição de certo, o tal perfeito. E toda vez que caio na realidade, me pergunto porque me deixei cair tanto desse jeito.

Por quê?

São tantas perguntas. Tantas dúvidas. Tantas dúvidas em cima das bobagens. Oh, droga de filosofia vã. Deveria parar de colocar em prioridade coisas inúteis e que me fazem mal, do que algo que realmente importa... meu futuro, quem sabe?

Prometo que irei parar com essas bobagens. Me ajude, alienígenas? Aceito uma carona no seu asteróide para a galáxia mais próxima, ou qualquer outro planeta que você esteja à caminho.

7 de setembro de 2011

Monotonia.



Posso dizer que estou tranquila. Coração tranquilo, não vazio, mas com as cicatrizes já cicatrizadas.

Sem ninguém para pensar, nem para palpitar, estou bem assim. Escrevendo minhas fanfics, começando meus contos... tentando estudar, me ligar um pouco no mundo e fincar um pouco os pés no chão. Acho que o "fincar os pés no chão" é tão difícil... gosto tanto do meu mundinho.

Mas o tempo está passando e tenho que pegar uma nave, ou pegar uma carona em um asteróide para me ligar que estou na Terra e ver que não posso simplesmente fazer as coisas "na coxa", como diz minha querida Cris.

A única coisa que estou sentindo falta é dos meus livros, passar horas e horas no meu cantinho, parando as vezes para tomar um chá ou um café. As vezes até um biscoito para besliscar, compulsiva e gordinha, o que mais posso fazer? Estou sentindo falta de mergulhar nas palavras, sentir tudo que está escrito e simplesmente voar, imaginar...

Equações? Orações Subordinadas Adjetivas, Substantivas e o camelo e suas corcundas?

Não sei se nasci para prestar atenção à essas coisas. Mas é preciso. Sempre tem o "mas", "contudo", "todavia".

Vou deixar esses pensamentos tão complexos para depois, meus neurônios não são lá muito funcionais, não foi explodí-los pelo menos até eu fazer o ENEM ou qualquer outro vestibular... Deixa isso para depois.

Agora vou organizar as coisas, ouvindo uma boa música e esperar para dar boas gargalhadas.

30 de agosto de 2011

Listando quinze.

livros para ler, comprar, cuidar eternamente. 

●: dá para esperar.
●● : quase urgente.
●●● : extremamente urgente

  1. A Canção do Súcubo 
  2. Jogos Vorazes ●●
  3. Coração de Tinta ●●● +1   OBRIGADA BESTA <3
  4. Crescendo 
  5. Dicona (curiosidade) ●
  6. A Guerra dos Tronos ●● +1
  7. O retrato de Dorian Grey (curiosidade) ●
  8. Calafrio ●●
  9. Lolita (curiosidade, mas pensando extremamente em tirá-lo da lista) ●
  10. Bonequinha de Luxo 
  11. 1984 ●●
  12. Eon (por pura e extrema curiosidade) ●●
  13. Pequena Abelha ●●● + 1    OBRIGADA BORRACHEIRA <3
  14. A pirâmide Vermelha ●●
  15. O mapa do Tempo ●



29 de agosto de 2011

Queimando capítulos.

    Posso até dizer que estou me sentindo mais leve. Mesmo estando decepcionada, porque querendo ou não, você se mostrou outra pessoa que eu simplesmente não conhecia, e não foi só hoje... tudo bem. É sim, tudo bem. Não estou mentindo. Foi até melhor ter acontecido isso, ou melhor, o que não aconteceu.
Chegou a hora de parar de ser tola.



28 de agosto de 2011

Esqueça a coragem.



Ela parecia em dúvida. Sufocava-se com as próprias dúvidas e até mesmo com as respostas que já sabia, mas simplesmente não as aceitava. Aceitação era algo que não fazia, e que mal fazia mais questão de ter ou ao menos conhecer tal palavra. As lágrimas simplesmente saíam de seus olhos, sem querer chorar, mas não conseguia controlar. O vazio, as malditas dúvidas, a maldita pressão.

Ela sentia como se a qualquer momento fosse quebrar, e pensava que poderia ser melhor assim. Ela queria ficar surda, nem que fosse por algumas horas, apenas para parar de ouvir o que tanto a cansava, parar de ouvir esse barulho irritante, simplesmente, dessa forma.

Os fones de ouvido não ajudavam, não eram altos o bastante, nunca seriam. Nada seria o bastante. Poderia até ser, mas parecia que nada seria bom o bastante. Bom o suficiente.

"Você não pode fracassar"

Torturantes e cortantes, palavras cruéis para alguém tão ferido. Talvez seja simplesmente drama, ou a mania irritante dela aumentar algo tão simples e torná-lo sufocante o suficiente para fazê-la se sentir péssima. 

É, talvez ela soubesse disso. É talvez ela devesse encarar o mundo de outra forma, seria o melhor à ela. Mas o mais irônico era que essa garota havia dito que não sentia mais medo. Engraçado, essa mesma garota, agora, chora por causa de medo. Medo do mundo. Medo. 

Essa garota agora chora, e não consegue erguer a cabeça. E essa mesma garota, tão dramática, com tanto medo, tão sábia dos próprios erros, tão prepotente em relação ao que sente, tão cheia de manias... agora chora, sentindo o chão partir sobre seus pés. 

Drama, é só drama. Afinal, você não pode fracassar, não é, garota? Triste pensar que essa garota sou eu. 

27 de agosto de 2011

Não estou com medo, não mais.




Estou mudando, ou pelo menos tentando. Mudando meus hábitos, o meu modo de agir comigo mesma, e principalmente, mudando meu pensamento.

Agindo. Fazendo. Sem pensar muito em consequências, estou tentando. Tentar não custa nada, além de alguns momentos de vergonha por dizer coisas que normalmente eu não falaria, ou por fazer coisas que também nunca faria. Mas tudo passa, e para quem nunca arrisca, é mais um obstáculo que estou tentando pular.

Estou tentando me ajudar. Aceitei um empurrão e agora quero dar meus passos.

Penso muito no meu destino, no que vai vir daqui a alguns anos. Fico curiosa porque não faço a mínima idéia do que eu vou ter que esperar. Já que, simplesmente, estou perdida em mim mesma.

Posso estar perdida, mas não estou confusa. Posso até dizer neutra, normal com algumas expectativas. Mas o mais importante de tudo, não estou com medo. Ouvi dizer que a vontade supera todos os seus medos.

Vontade. Vontades. Milhares delas ao mesmo tempo. Mas tudo resume em uma só, mudança. Ação.
Quero tudo isso. Mas por enquanto, vou com calma. Com muita calma, porque nem para escrever estou tendo muita... pera, eu ia falar vontade?

Não é falta de vontade. É falta de lealdade com as palavras, exatamente. Vou ajeitar esse probleminha rápido.

22 de agosto de 2011

Is the end where I begin.



Às vezes, as lágrimas dizem tudo que há para dizer. 
Às vezes, sua primeiras cicatrizes não desaparecem, não completamente. 
E este é o final onde eu começo.
Às vezes não aprendemos com nossos erros. 
Às vezes não temos outras escolhas a não ser nos distanciar. 
A cura para um coração quebrado, é apagar.
Então, apaguei.
O que não mata o coração, só o deixa mais forte.


The Script.

Poderes impossíveis.


Hoje pensei, e pensei. Pensei muito, e até chorei. Conhecendo bem o que eu sinto, cheguei a um momento em que se me perguntasse o que estava acontecendo era um simples "nada, estou bem".

Seria tão mais fácil se eu pudesse mover montanhas, céus, mares. Mudasse o clima com um estalar de dedos, espantasse as nuvens cinzas dessa cidade com um movimento só. Resolver problemas com a força do pensamento, diluir as preocupações. Extinguir a saudades.

Tudo tão mais fácil. Mas não, nada está sendo fácil. Para ninguém, e o que mais me dói é ver sorrisos, em rostos que admiro, falsos. Apenas para evitar perguntas que apenas vão abrir aquela ferida, mais e mais, sangrar  mais e mais. Mas eu não tenho esse poder, não posso fazer pessoas sorrirem quando elas querem apenas chorar. O máximo que eu posso fazer é consolar, sem dizer nada.

As vezes as palavras ajudam. Mas tem horas que apenas o silêncio cala aquelas perguntas irritantes que o próprio pensamento tenta fazer. Como se fosse um teste de resistência, perturbando-te até chegar à loucura. "Até onde você aguenta?".

Coração partido. Alma vazia. Esperanças fora de estoque. Tantos adjetivos, tantos nomes, tantos significados. Tantos que a um ponto, passa a não fazer diferença. 

Mas, embora tudo isso que eu disse seja complexo e literalmente enlouquecedor, devemos pensar em frente. Se pôr na ponta dos pés e enxergar além das milhares cabeças que temos de conviver, e simplesmente esperar. O tempo não vai respeitar a sua vontade. Ele que vai decidir, se vai passar mais lentamente, ou lhe dar uma trégua e passar tão rápido quanto uma tartaruga em uma maratona.
Assim que você passar a enxergar o que deseja, é claro que vai haver obstáculos, quem disse que a vida lhe seria fácil? Mas assim que passar a ver, apenas siga. Simplesmente assim.

Seguir e seguir. Ou como diz a Dóri: Continue a nadar. Mas como ela é um peixe, e nós seres humanos ainda não temos brânquias, só peço para que não se afogue no caminho.

Cuida-te, pelo menos nas horas que não estou contigo. 

21 de agosto de 2011

I'm going down.



Não encontrei palavras para escrever aqui hoje. Tentei um texto, para explicar tudo o que está me enlouquecendo. Até mesmo um conto, para me distrair. Contudo, tentativas inúteis. 
Por isso, não vou tentar e criar algo ruim. 

Cuidem-se. Isso se alguém lê esse blog depressivo. 

14 de agosto de 2011

O que realmente vale.



"Antes que anoiteça, eu quero encontrar uma razão." Ele dizia a si mesmo. Olhava para o relógio da parede cada cinco segundos, esperando, que algo iluminasse sua mente e explicasse a razão para tudo aquilo.

Estava sozinho no quarto, jogado naquela cama tão bagunçada quanto um ninho de rato. Os olhos vidrados na janela que mostrava o pôr do sol, não queria que anoitecesse.

A noite o tranquilizava do mesmo jeito que o angustiava. O cegava, mas o silêncio acalmava sua mente. Bufou e olhou novamente para o relógio, do que adiantaria contar os minutos se a cada dia o sol se punha atrasado?

"Antes que aconteça o pior, eu preciso de uma explicação." Murmurou com o coração vazio. As palavras jogadas ao vento, desejava uma explicação, mas assim que encontrasse as respostas, o que faria? Ia atrás de mais perguntas? Iria partir mais seu coração pisoteado? Não.

"Não..." Ainda negava, olhando o sol se por tranquilamente. Como parecia que ele havia perdido o chão? Sentia que se descesse daquela cama, iria cair de um abismo, sem fim, sem fundamento... era exatamente isso que sentia.

Vazio, algo sem fim, sem ao menos conseguir tocar o chão. A realidade era tão pesada e constante que nem mais parecia ser real.

"E se eu voltasse no tempo?" Perguntou para o sol que estava se despedindo, deixando apenas uma camada rosada nas nuvens acima de si.

"Não, não valeria a pena. Pelo jeito era para acontecer exatamente isso, mas porque eu me sinto anestesiado?" Novamente se perguntou. Perguntas ramificadas, vindo da outra pergunta, que responderia à todas as bobas perguntas.

Fechou os olhos por alguns minutos, ou horas? Ele não sabia ao certo, só sentia que caia, sem rumo, sem fim.   Ao abrir os olhos se deparou com a escuridão, a lua tomava o lugar do sol alegremente. Grande e brilhante, não tão iluminada, mas nem por isso incapaz.

Não gostava da noite, não quando estava sozinho. Sentia medo e como se sem a luz, não encontrasse o caminho. Suspirou fundo e virou o rosto para o outro lado do quarto. A porta aberta, e a luz da lâmpada que vinha do corredor invadindo seu quarto. Imitava o sol, mas nem chegava aos seus pés.

Mas não era exatamente a luz que lhe importava agora, apesar de gostar, não era o seu foco.

Encostada no batente porta encontrou sua base, de braços cruzados e um sorriso no rosto. Tinha os olhos castanhos por trás das lentes de grau. O nariz avermelhado pelo choro que guardava para si, mas ainda assim sorria por tê-lo ali.

"Está trocando o dia pela noite, mocinho?" A voz materna perguntou em um tom de brincadeira. Conseguiu arrancar um sorriso do garoto jogado na cama.

Ali, parada no batente de sua porta estava seu desfecho, o portal onde encontrava a paz. Ela poderia não conseguir lhe encontrar as respostas, mas estava ali para o confortar na hora da dúvida. Uma parte de si poderia ter partido para sempre, mas uma ainda continuava ali, e aproveitaria o máximo daquele pedacinho de alma que lhe criara.

11 de agosto de 2011

Caminhando sem parágrafos.

Hoje saí de casa na intenção de gastar os vinte reais que consegui/sobrou fazendo meu comércio humilde de revendedora. Comprei coisas que eu precisava para retomar aos meus estudos de vestibulando, coisas necessárias. Passei pelo sebo da mulher ignorante, e subi pela primeira vez ao primeiro andar. É nessas horas que às vezes eu acho que me surpreendo mais com livros e o cheiro deles do que com pessoas. Li, vi mas não levei nenhum. Comprei uma coca-cola e sai distraidamente da loja, e apesar de tudo, daquele barulho, as luzes fortes, pessoas o tempo todo de encontro ao meu ombro -já dolorido por tantos esbarrões- olhei para cima.
E me surpreendi. Pela segunda vez, me surpreendi. Durante semanas o céu noturno apareceu nublado para mim, a lua acolhida atrás das nuvens e as estrelas que mal aparecem, brilham animadas para mim. Para mim? É bom  pensar que são quando as pessoas estão mais preocupadas com suas dívidas. Enquanto eu estava humildemente feliz com meus papéis, um marca texto e clips na sacola de plástico.
E com esse pensamento, caminhei pela rua olhando para o céu e bebericando o refrigerante. Um nome não me sai da cabeça, simplesmente não sai. Não sei dizer se é porque estou animada com um presente e quero a opinião se valeu mesmo a pena; se ele vai aceitar me ajudar; ou se simplesmente não o vejo, ou converso com ele faz um tempo. Voltei para casa com esse pensamento, e o que simplesmente leio ao chegar em casa e sentar no computador? Exatamente aquele nome, não estando bem.
Meu mellon, seja lá o que você esteja sonhando, seja lá o que você esteja pensando. Me ouça, pelo menos essa vez e me leve a sério. São apenas sonhos. Muita gente se ilude com mensagens de sonho, eu mesma, e muitas vezes mal quer dizer algo, nem que vá acontecer algo. Não fique receoso. A vida tem ida e vindas, a vida nos tira e nos trás coisas, não vai ser esse sonho que vai traduzir o seu destino.
Não fique complexado, se não irá explodir esse seu mundo que tanto gosta dos sabores. Ouça, aladinho, onde quer que você esteja, onde quer que o seu pensamento esteja, e onde quer que seu desespero irá explodir, a sua mellon está aqui. Sempre esteve, e não se esqueça, meu dever aqui é ouvir e dar abraços.
E nesse texto sem parágrafos, por uma simples preguiça cotidiana, termino por aqui e irei estudar. Somente para a minha culpa cessar e pensar que não posso ir tão mal nessas provas escolares e da vida também.

6 de agosto de 2011

Selfish with my heart.

Quer saber? Cansei. 
Simplesmente cansei de tudo isso. Sentir esse nervoso, minha esperança maldita sempre iludindo-me. 
A única coisa que ganho com essa história -que se repete o tempo todo- é que me inspira. 
Vê? Pelo menos serve para alguma coisa. 

5 de agosto de 2011

Trechos de uma sexta-feira qualquer.

Quando me falta palavras, nada como encontrar nos que mais me encantam e fascínam. 
Curtam e me entendam, se conseguirem. 

"Não ia ser legal você vir agora porque eu não sei exatamente o que sinto por você. Eu gosto de ficar ao seu lado, gosto quando você me escreve. Quer dizer, a sensação é boa, é clara. 
Mas eu não sei se posso dizer que te amo, que gostaria de ficar pra sempre com você. Eu realmente não sei. E no momento - como dizer? - de certa forma eu estou gostando de estar me sentindo assim, desamparado. Porque é como um teste. Agora eu quero ver como eu me viro, entende? E sozinho. Se você viesse, você ia ficar servindo de ponte entre mim e a realidade objetiva. E não seria bom, porque eu podia sei lá, até mesmo ficar com raiva de você e matar uma coisa que ainda nem cresceu direito. Não tenho pressa nenhuma. Nem em relação a você nem em relação a nenhuma coisa. Eu gostaria que tudo crescesse naturalmente."
 Caio Fernando de Abreu


"Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida - umas porque usam de fórmulas visíveis e portanto vitais, outras porque vivem da mesma vida humana. Não é o caso da literatura. Essa simula a vida. Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso."
Fernando Pessoa


"Estou com saudade de mim. Ando pouco recolhida, atendendo demais ao telefone, escrevo depressa, vivo depressa. Onde está eu?  Preciso fazer um retiro espiritual e encontrar-me enfim -enfim, mas que medo - de mim mesma."
Clarice Lispector





Faz tempo que ele não aparece por aqui, né.  <3

3 de agosto de 2011

Sempre o querer.



"Onde você arranjou esses cortes na mão? Eu pensei que já tinha te dito sobre brincar na areia.
Sempre tem alguém descuidado com vidro, sempre há perguntas que você não quer fazer."

(Lonely Soldier - Damien Rice)


   Como é difícil tentar descrever algo que, particulamente, eu não queria estar sentindo de novo. Essa solidão, sem expectativas, sem ao menos conseguir ver um lugar ao sol. No meu mundo está chovendo, chovendo a ponto de não conseguir enxergar o que há através da janela. De vez em quando fica apenas "pouco dublado", mas na maioria das vezes, está chovendo forte, e não para. Somente piora.
   Sinto como se eu estivesse me afundando, e eu estou fazendo isso comigo mesma, e isso me mata. A dor de cabeça e o enjoo gostaram da minha companhia, e o sono decidiu viajar. Estou cansada. Meu corpo está cansado, minha mente está cansada, estou prestes a explodir. Odeio, realmente, odeio estar precisando desabafar dessa forma aqui. Queria tanto descrever como me senti bem hoje à tarde, aquele nervosinho, mas a preocupação sempre me incomoda... estraguei tudo. Como sempre, estraguei algo que nem ao menos começou, e nem vai começar, e nunca iria se tivesse uma oportunidade. Odeio ser pessimista, perco tantas chances, por isso odeio. Que oportunidades? Não cheguei a ver.
    Sabe, minha cabeça está doendo. Eu deveria estar estudando, porque é algo importante. Vejo meus amigos tão dedicados, e eu aqui. Vadiando no computador, reclamando da minha vida e de como eu estou me sentindo... Queria tanto ser. Todos querem ser algo, eu quero ser, mas não estou animada com isso. E quero me esgoelar toda vez que sinto isso, ou seja, o tempo todo.
   Sim, isto está me matando, mas eu continuo a dizer que está tudo bem. Porque está, o problema sou eu, e eu não sou tudo. Então, está tudo bem. Somente meu mundo está um caos, e meu mundo é tudo para mim. Isso pode não ter feito algum sentido, mas pouco me importa fazer alguma coisa fazer sentido agora.

28 de julho de 2011

Esses meus amigos...


    Acho que demorei muito para escrever esse post. Demorei mesmo, as pessoas que estão me fazendo escrever isso, que estão me inspirando a escrever merecem minhas palavras à muito tempo. Sabe, uma coisa que me falavam, e eu não acreditava, era que você ia conhecer seus amigos de verdade quando estivesse numa situação complicada. E foi isso mesmo que aconteceu.
   Pessoas que eu menos esperava me seguraram pelos ombros e me sustentaram, me reergueram. E ficaram depois disso, ficaram por simplesmente ser verdadeiro. Meus amigos eu conto nos dedos, os que eu sei que vão  continuar na minha vida até eu envelhecer eu conto em uma mão só. Não é querendo ser radical, mas a vida nos leva para caminhos diferentes, o tempo e a distância e a falta de contato nos afastam... Negar é apenas bobagem. Difícil falar do futuro assim, meus olhos se enche d'água.
   Quero ficar com vocês para sempre, vocês são a família que eu não escolhi. Família mesmo, cheia de altos e baixos, uns distanciando do outro, uns com birra, mas sempre ali. Na hora ruim da vida, eles são capazes de mover montanhas, eu sei disso, sabe por que? Eu faria isso por um amigo, porque eles fariam isso por mim.
    Só tenho a agradecer, e dizer que eu amo vocês. Eu sei que eu demonstro meu carinho, vivo abraçando vocês, ou falando besteiras tipo: "Você me ama? Não, não precisa responder, eu sei que não!". 
Então, obrigada por tudo. Não preciso citar nomes, não é uma seleção e muito menos uma classificação. Quem sabe, sabe. Não é? Obrigada por tudo, e vocês sabem, estou aqui para tudo.


 

26 de julho de 2011

Mais uma colina.


Where are you my angel now, don't you see me crying?
(the hill - glen hansard e marketa irglova)

   Como algo clássico, que sempre parecer ser do meu jeito se pensar e ver as coisas, coloquei a culpa em mim. Na penumbra da noite, eu deitada na cama, tentando não me mover. De olhos bem abertos, eu não consigo dormir, o sono desistiu de me encontrar em plena madrugada. E eu, mais uma vez desisti de correr atrás de tal sensação. No silêncio da madrugada, a única coisa que ouço é o baixo barulho do relógio. Mal faço idéia de que horas poderia ser, só implorava para que o tempo passasse o mais rápido possível. Tem horas que a luz e o calor do sol são melhores companheiros do que a escuridão.
  Culpa, é o que eu sentia. Orei baixinho, como todas as noites eu faço. Agradeço e peço pela saúde da minha mãe, dos meus irmãos e sobrinhos, minha família. Faço porque me acalma, e tentar acalmar meu coração era a única coisa que eu realmente precisava. Mas a culpa me consumia, de onde surgiu a culpa? 
  Eu não tenho culpa de nada, mas talvez eu tenha nomeado o que eu sinto de culpa, não que seja realmente isso. Não sei dizer se é aceitação, ou se é apenas outro patamar da saudades. Será? Confesso que não dói mais, a saudades machuca, mas não fere como antes. 
  Saudades. É, dói sim. As lembranças boas doem um pouco, pela saudades, pelo fato que elas não podem mais acontecer no dia seguinte. Não vou mais poder sentir o calor, sentir o cheiro tão presente, abraçar forte e ouvir as palavras. Sabendo disso tudo, chorei em silêncio. Os olhos bem abertos, e as lágrimas caindo na fronha branca. Oro mais uma vez, pela alma de meu pai, para meu coração acalmar, para a dor da saudades cessar. Oro para meu anjo, que onde quer que esteja, está me protegendo, e é somente nisso que eu posso ter certeza agora. 
   Minha vida tem sido como descer e subir uma colina. E meus dias tem sido isso, subir e descer, colina após colina. Implorando que eu encontre a fórmula secreta da força de vontade, e se por acaso existe um tônico milagroso para tudo isso. Viver por lembranças é mais complicado do que se possa imaginar. 
   O sono me encontrou, acho que desistiu de outra pessoa e decidiu me dar mais uma chance. Dormi e acordei sem lembrar se sonhei, e reclamo por ter perdido mais uma manhã. 

21 de julho de 2011

O que é importante pra você?



  Algo contraditório roda a minha mente. Nem todo assunto contraditório é polêmico, mamilos são um exemplo disso. Mas enfim, não é sobre mamilos que eu vim falar hoje, deixa para outro dia... Como comecei, algo tem passado pela minha mente... ouvindo um amigo falar-me da própria vida, que o vazio é mais presente do que o sol que bate em sua janela, fiquei pensando sobre como outras milhares de pessoas sentem isso, e o que eu também sinto. Dai me aparece uma pergunta na mente: O que é importante para as pessoas agora? 
  
 Se você pensou "status";"dinheiro" e "uma paixão arrebatadora". É, talvez seja isso mesmo. E parece algo tão fulo, tão sem fundamento. Acho que o da paixão é a menos 'sem noção', afinal, todos querem viver aquele romance de filmes. O único problema de sonhar com isso, é a hora da queda. Sonhar alto e encontrar algo totalmente fora daquilo é a pior das desilusões.

  O que é importante para as pessoas agora? Dinheiro e status.
  Antigamente, a única coisa importante para alguém era que a justiça fosse feita e que ela conhecesse o amor em todos os seus sentidos possíveis. Invejo os antigos e lamento a nova geração pela futilidade.

  O que é importante pra mim? Minha família, meus amigos e meu Deus.


16 de julho de 2011

É que nem comprar o Kinder Ovo Maxi e vir com brinquedinho... "Que decepção!"

15 de julho de 2011

Finite Incantatem.


Can be the end for you, but isn't for me, babe. 



   Cá estamos. Dia 15 de julho, o dia que eu jamais vou esquecer. Desde as duas da tarde, de ontem, eu fiquei na fila da pré-estréia, só cronometrando o tempo para minhas lágrimas. Ouvi tantos "ah, é só um livro" na minha vida, e eu só respondia "fazer o quê, né?". Respostas curtas para comentários idiotas
   Não, não é só um livro, só alguns filmes, é uma história de vida. Uma vida, cheia de magia, cheia de esperança, e muito, muito amor. E amor é o que eu sinto pela saga, sim, amor! E ainda grito! MUITO AMOR! 
  Harry Potter me abriu a porta para o mundo do fantástico que eu amo tanto, que eu sempre penso a todo segundo. Divina Rowling me incentivou a escrever, e convenhamos, quem me conhece sabe muito bem que o que eu mais faço e penso é escrever essas minhas histórias. Harry Potter é tudo, uma parte de mim.
  Sabe, quando o filme começou meus olhos encheram-se d'água, quando o filme se prolongava cada vez mais, eu chorava. Quando o filme acabou, eu fiquei petrificada. Meio congelada, como se aquilo tudo fosse coisa da minha mente, como se não fosse real. Mas só foi eu sair do cinema, e caminhar um pouco, me dei conta... Sabe, Harry Potter não envolve só essa história que eu contei tudo acima, além de mim, meu pai gostava de HP, e sempre me acompanhava quando dava, e assistia junto comigo na TV. 
  Me dei conta de que era sim, o último filme. Foi o último filme e meu pai não estava do meu lado, ou estaria em casa para eu surtar com ele e gritar que foi INCRÍVEL! Não, ele não estava do meu lado, não fisicamente. 
  Lá para o final do filme, o Neville fala que, não importava se o Harry havia morrido, porque ele sempre estaria dentro do nossos corações, sempre haveria o Harry dentro de nós. E isso mexeu comigo demais, porque meu pai poderia não estar fisicamente ao meu lado, mas ele estava no meu coração. Sentindo a minha   montanha russa de emoções, ouvindo meus gritos, e enxugando minha lágrimas. 
  Quando me dei conta disso, eu chorei. Chorei no meio do shopping, algumas centenas de pessoas olhando para o meu rosto vermelho e ouvindo meus soluços. Sabe, esse amor envolve tudo. Como eu disse, é muito amor, e eu traduzi esse amor em lágrimas. 
  Tudo o que eu sinto agora, é saudades. Muitas saudades, mas como no Harry, eu posso matar essa minha saudades com as lembranças, porque é isso que temos no final. Apenas lembranças, boas de preferencia. 
   Harry potter não é simplesmente uma saga, uma era. É a minha infância (e do planeta inteiro), é minha família também, é meu segundo exemplo de amor. 
   Sem 'Finite Incantatem', porque a magia nunca vai acabar dentro de mim. Para sempre e sempre uma Grifinoriana, honrada e orgulhosa disso. Sinto muito, mas vou ter que aparatar para o meu sofá!


  

7 de julho de 2011

Sorrisos de mentirinha.

                                 

   Uma coisa que eu descobri nessa minha vida, olha que só tenho 16 anos, é que é muito fácil mentir para as pessoas. Não, eu não sou uma grande mentirosa. Eu mal gosto de mentir. Estou querendo dizer que, é fácil enganá-las, omitir, mentir, dizendo apenas um “está tudo bem!” ou pior “tudo ótimo”, uma ironia que ninguém consegue captar. Engraçado, talvez seja porque nunca sou irônica. Eu nunca sou tanta coisa...
  Ultimamente, tenho pensado muito. Tenho me mantido calada, no meu canto, prefiro muitas vezes assim, é bom. Mas tenho me reservado muito, aprendi isso, porque eu nunca fui de me guardar. Mas tenho feito. E isso me sufoca de vez em quando, claro sempre passa, mas sufoca do mesmo jeito.
  Sabe, tenho sorrido para minha mãe, sem querer realmente sorrir. Eu sou forte, sim eu sou! Não duvide, porque enfrento a ida do meu pai de uma forma que eu não pensei que conseguiria, pois então, não duvide. Sim, eu sou forte.  Mas tem sido difícil sorrir para minha mãe, quando na verdade eu só quero ficar quieta e receber um carinho.
  Ela me carinha, me aninha, me conforta como ninguém. Mas, o fato é que estou carente e procuro abraços em todo o canto... claro, não chego abraçando geral e pedindo carinho pra todo mundo. Mas é que eu não conto, simples assim.
  Sofrendo calada. Quem diria que eu faria isso. Eu sempre dou conselhos, apoio as pessoas, e sempre falos coisas positivas para cada um. Eu devia fazer o que eu falo, mas nunca faço. Tão complicado quando seu mundinho está de cabeça pra baixo, e o único que pode mudar isso é somente você mesmo. Todo mundo gosta de uma ajuda básica de um amigo, né? Mas nesse caso, só eu posso me ajudar.
  Outra coisa que aprendi depois de algumas reflexões, é saber confiar nas pessoas certas. Vou ser sincera, não sou uma pessoa desconfiada, mas passei a confiar menos e conhecer um pouco mais. Não é tão simples assim. Julgamentos, hipocrisia, decisões, tudo tem se firmado na minha mente.
  Para muitas coisas eu sou infantil, afinal, eu sou uma garota cheia de imaginação. Amo mundos que, as pessoas dizem, não existir. Acredito em Hogwarts e no Acampamento Meio-Sangue, em Deuses e coisa e tal. Ainda acredito no amor e ainda assim, me divirto como uma criança, e não tento ser o que eu não sou. Mas para outras coisas, eu amadureci, cresci um pouco, e passei a ver certas coisas com outros olhos.
  Amadurecer não é se tornar adulto e sério, e sim aceitar seus erros e dizer “chega” nas horas certas. Amadurecer não é pagar suas dívidas ou se preocupar com coisas sem importância, e sim levar a vida, vivendo-a e não apenas sobrevivendo.
  No fim, esse texto gigante, que começou com sorrisos de mentirinha, terminou em amadurecer. Super maduro fingir que está tudo bem, não é?
  Mas é que tem horas que você esquece dos seus problemas, esquece dos seus complexos, e esquece do que tanto te perturba e curte aquele momento. Acho que é assim que nós levamos a vida, aproveitando os segundos como se fossem únicos... Bem, porque eles são.