sussurros e murmurios
3 de fevereiro de 2012
Diga não às traças!
Vim avisar que o blog irá mudar. Totalmente, provavelmente. Vou editá-lo, cuidar dele, continuar a escrever sobre meus dias (de vez em quando) tentar conseguir convencer alguém a ler um livro por meio das minhas resenhas, talvez fazer sorteios de marcadores de páginas e livros. Promover um grupo para fazer uma espécie de trocas divertidas por correio, postar os meus contos de um capítulo... apenas idéias para quando o blog estiver mais movimentado... caso isso aconteça. Fazer uma coisa em cima de algo que eu gosto: Livros.
Vou dizer porque vou deixar esse url e provavelmente não vou criar outro blog: as coisas que sinto são pessoais demais, e sempre escrevo para me desabafar... e esse é o problema, é um desabafo muito pessoal. E meus desabafos são tristes, melancólicos... porque bem, eu sinto tudo isso, tristeza e melancolia. Todo mundo tem seus dias ruins, e infelizmente tem vezes que esses dias se alongam por semanas... E não quero ninguém com pena, ou uma leve preocupação comigo.
E infelizmente, por mais que eu gostasse de escrever aqui, começou a me cansar. Ler sobre o que passou, reler e reler... não me faz bem. E quando uma coisa não te faz bem, não adianta insistir... e fazer desse blog (ou qualquer outra coisa) apenas mais um peso e algo que eu só uso para falar sobre coisas tristes e que me deixam mais triste... é deprimente.
Precisamos deixar o passado para lá. E trazer conosco apenas coisas boas do baú. Risos e sorrisos. Abraços apertados, abraços apaixonados, abraços confiantes, até os abraços de saudade. Palavras gostosas de se ouvir. Piadas ruins mas que fizeram você perder o ar de tanto rir. Filmes que divimos com os amigos. Deixar na vida apenas as pessoas que lhe são essencias, e de uma forma estranha e indireta, melhorarmos o seu modo de ver o mundo... se der.
Espero que me ajudem com a nova ideologia do blog, lhe fazer sorrir e procurar um livro para ler, seja emprestado, comprado no sebo ou livraria.
Livros são amigos, não comida para traças! (piadinha infame)
19 de janeiro de 2012
14 de janeiro de 2012
Melancia, de Marian Keys.
Conheci o livro de Marian Keyes por recomendação, me disseram que era engraçado e como eu tinha acabado de ler a trilogia da magnífica Suzanne Collins (logo escreverei sobre) que é cheia de sangue, um conteúdo meio pesado comparado à este, enfim. Quando vi o livro tão baratinho para vender (12,50 por ser uma edição de bolso) mesmo estando com umas orelhas ali e aqui, comprei.
Conhecem aquele ditado: "Nunca julgue um livro pela capa"? Bom, este livro se encaixa perfeitamente à frase. A capa, toda simpática, criativa e tal... mas o conteúdo, infelizmente, não está nesta mesma classificação de adjetivos.
O livro fala sobre Claire. Uma mulher que acaba de dar a luz à uma criança e em menos de 24 horas, seu tão amado marido lhe informa que tem uma amante, não a ama mais e simplesmente informa: "Já tirei de casa a maior parte das minhas coisas. (...) Vou ficar em contato com você. Cuide-se."
E depois disso que Claire passa a ser a narradora mais insuportável do mundo, fútil, dependente e chata. Faz comentários aleatórios o tempo todo, o que cansa demais a leitura. E esses comentários são apenas em três coisas: Homens, sua filha e como ela está deprimida. Não necessariamente nessa ordem, mas tudo bem.
Eu não gosto de não terminar um livro, não gosto mesmo, acho um desperdício. Mas nesse caso, eu não consegui continuar. Dei uma oportunidade, sentei calmamente e tentei ler (suportar a personalidade de Claire), mas não consegui concluir. Eu nem deveria estar escrevendo uma resenha de algo que não terminei de ler, mas eu precisava dar a minha opinião
Os outros livros de Marian Keyes podem ser muito bons; Podem ser bem engraçados e arrojados... mas 'Melancia' é um livro deprimente, (não por ser um livro massante), mas sim porque a personagem principal nos deixa ter pena dela, o tempo todo.
Mas só para ter um ponto positivo nesse contexto, a família dela é bem cativante.
30 de dezembro de 2011
2011, simples assim.
Neste ano eu descobri milhares de coisas, e confesso que, descobri coisas que eu nunca queria ter descoberto.
Descobri coisas que eu não queria ainda descobrir.
No começo do ano, tudo caminhava bem. Sorrisos a toa, pensamento bobo e aleatório... vou comparar com algo clichê, mas a sensação que tenho é que eu estava no topo da montanha. Bem lá no pico, e de repente, uma ventania repentina me derrubou. Simplesmente. E foi nesse momento em que eu descobri uma das coisas mais difíceis desse ano: Suportar a saudades.
Mas não é daquelas saudades fáceis de se lidar. É aquela saudades dolorida, daquelas que te doem o peito, e que faz você chorar até adormecer, se rendendo ao cansaço daquilo. Dói tanto porque não tem como simplesmente acabar com essa saudades, você só tem como alimentá-la pelas lembranças.
No meio de 2011, entrei em um desespero de identidade. Não, eu não entrei em depressão. Eu só me perguntava o tempo todo "Quem eu vou ser?!". Crise clássica de vestibulando que ainda não sabe que carreira seguir. E bom, posso dizer que foi complicado, tão complicado que tive que descobrir duas coisas: Lidar com as pessoas. Ignorar as pessoas.
Sabe quando você quer dormir tranquila depois de um dia conturbado, mas um mosquito não deixa de lhe zumbir no ouvido? Bom, era isso que eu sentia quando as pessoas vinham para falar comigo sobre faculdade e queriam dar sua opinião. E acreditem, foram muitas.
No fim do ano, tomei minhas decisões. Sabe o que eu fiz além disso? Chorei. Talvez eu tenha chorado por tudo. Por estar dando adeus à tanta gente que me conquistou todas as manhãs. Pela faculdade. `Pelas saudades que eu sentia, pela dorzinha que estava crescendo no meu coração, pelas palavras que eu não disse, pelas músicas que eu queria ter oferecido. Chorei pelo sentimento de perda alcançável.
Depois de chorar, sorri. Sorri porque não havia outros caminhos. A não ser pelo os que eu escolhi, e arrependimento é tudo o que eu não quero sentir.
Foi no fim do ano que descobri:
1 - Descobri que a distância só piora as coisas, porque se distanciar não arranca as raízes... pelo contrário, as raízes se fortificam por conta da saudades. E do maus entendidos, de fato.
2 - Descobri que é melhor entrar em algo novo sem muitas expectativas. Se você for com muitas expectativas, pode se decepcionar. Mas se for apenas confiante, pode se surpreender muito.
3 - Descobri que não tenho aptidão à derrotar chefões em video-games. Principalmente nos de Zelda.
4 - Descobri que sou carente, e que cobro muito amor e carinho dos meus amigos. Acho que alguns ainda não se acostumaram com esse meu jeito... ou simplesmente ignoram isso e me deixam na rua da amargura.
5 - Descobri que ignorar a dor de alguém não é respeitar o 'espaço dela'. Às vezes o que a pessoa mais quer naquele momento é um abraço e que você diga: "pode chorar".
6 - Descobri que quero fazer esse blog crescer de alguma maneira.
7 - Também descobri que gosto de fazer listas.
Olha, antes que esse post fique grande demais e cansativo. Quero desejar um feliz ANO NOVO, para quem lê ao meu blog (secretamente ou não), e também desejar tudo de bom e que 2012 seja melhor à todos. Quero também agradecer àqueles que estiveram ao meu lado o ano inteiro. Não preciso citar nomes, não é? Obrigada por tudo, literalmente.
Agora diga, o que você descobriu em 2011?
26 de dezembro de 2011
Concluímos que...
Coisas estranhas normalmente não acontecem por acaso. Acredito, com os pés fincados no chão, que mesmo nossas escolhas serem complicadas, doloridas e muitas vezes difíceis de aceitar, um dia podemos olhar para trás e sorrir com o que aconteceu. Sorrir porque se conseguiu passar daquilo, talvez.
Nessa vida tudo é tão incerto, já me falaram tantas vezes dessas coisas sobre destino. Outros se contradizem, e outros simplesmente não confiam nesta palavra. Para ser sincera, eu esqueci completamente do meu "destino", no sentido literal. Destino, meu caminho.
Ainda me sinto um pouco perdida, assim como em Alice no País das Maravilhas, quando seu caminho está todo traçado, mas então, um cão com seu rabo-espanador, simplesmente apaga a trilha.
Quem é que nunca se sentiu no meio de uma estrada, tendo caminhos a escolher... mas no fim, senta entre estes portais. Não espera que algo aconteça, não. Está simplesmente pensando, no que é certo a se fazer, que caminho finalmente escolher, e até onde isto pode te levar.
Arriscar pode ser sim, bom. Mas muitas vezes, quando você pega um caminho errado, sair de lá pode ser tão complicado quanto abrir outra estrada, sem ter nem uma pá em mãos, ou até mesmo uma faca.
Nessa reflexão tão longa e cansativa -quando você passa a pensar em excesso sobre essa história de "caminhos" seu cérebro cansa e seus olhos se entediam- , cheguei à uma conclusão simples: Deixe a vida acontecer. estou sentindo tanto a sua falta, papai
20 de dezembro de 2011
Trilhando estes caminhos.
Sempre acreditei no impossível. Acreditar no impossível é algo divertido, já que, quando você acaba alcançando seus sonhos, pouco a pouco, você passa a enxergar cada vez mais o caminho a seguir. E o impossível já não chega a ser tão impossível assim, mas as surpresas ainda são tãos boas para a alma.
Sonhos impossíveis. A única pessoa que pode dizer impossível, é você, e somente nessa situação. Nunca acompanhando do verbo "ser", somente no acreditar no impossível, para alcançá-lo. E por assim, seguir.
Engraçado é escrever essas coisas de sonhos, quando os meus ainda estão distantes, ainda sem caminhos trilhados...
4 de dezembro de 2011
Sorrindo aos sonhos.
Só sorria enquanto lhe há forças. Muitas das vezes que desistimos de algo é porque não encaramos sorrindo. E não considere só sorrisos felizes, existe milhares de tipos de sorrisos. Não vou citá-los por pura preguiça, confesso. Mas pense, e tente concordar comigo.
Se ainda lhe resta alguma ponta de esperanças nessa sua pele, se ainda existe aquela voz da impulsão que lhe grita dentro do peito, sorria e encare. Talvez dê certo. Se não der, tente outra vez. Mas não desista dos seus sonhos, caro ser.
Quando um ser humano desiste de ir atrás de seus sonhos, não há mais uma razão de viver. Danem-se as suas feridas. Afogue-se nos seus princípios, faça de tudo. Só, pelo amor de Deus, não desista. E se por um acaso pensar em desistir, sorria. Sorria de uma forma irônica ao mundo, ou àqueles que duvidaram. Sorria como quiser. Mas erga esses olhos e encare um horizonte, trilhe um caminho.
Seja qual for o meio de se chegar no seu sonho, caro ser, orgulhe-se de dizer ao final que por mais que ainda tivessem tropeços, você chegou ali sorrindo. Encontrou sua identidade.
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