17 de outubro de 2011

Simplesmente sentir.



Quero pessoas de verdade, daquelas que sentem, não apenas dizem e mentem. Apenas sentem e conversam pelo olhar. Há palavras para descrever cada um desses olhares, mas não para descrever o que realmente sentem. Não, só pensamos que há um jeito, porque simplesmente alivia, mas não descreve totalmente.
O vocabulário português chega a parecer pequeno, quando se há um turbilhão de sentimentos.

Ah, eu quero pessoas de verdade. Pessoas com muitos defeitos, defeitos a transbordar e doar. Defeitos imensuráveis. Por que? Porque são as pessoas que mais sabem, mais vêem, ouviram e não duvide, são as que mais tem cicatrizes. Cicatrizes que provavelmente ainda não fecharam, e outras que sararam por saber crescer, seguir em frente e aprender a deixar para trás.

Como eu adoro pessoas! E engraçado, quando digo isso, às próprias pessoas, elas me encaram, pelo susto, as sobrancelhas erguidas e os olhos curiosos e me perguntam: Por quê?
Em alto e bom som respondo: Simplesmente por sentir. Pessoas sentem ódio, mas ao mesmo tempo amor (Amizade está entre os mais belos amores). Pessoas sentem mágoa e ao mesmo tempo compaixão.

Pessoas são contraditórias consigo mesmas. Algumas. Outras nem tanto. Mas esse que é o mais divertido e curioso em ser humano, nós sentimos.

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