(Everything - Lifehouse)
E assim, pensando e olhando para o asfalto que não lhe mostrava nada interessante, mas a brisa lhe soprava tão refrescante que ficar ali parecia um convite muito confortável, e assim o fez. Calmamente, refletindo e batalhando em um conflito interno, os olhos quase negros olharam para o céu.
Sem estrelas, as nuvens esbranquiçadas tomavam a hora em que as estrelas brilhavam mais. Triste de ver apenas nuvens tediosas, preguiçosas e sem forma, olhou novamente para o asfalto que não lhe mostrava nada de bom.
E assim, uma garota brasileira, estava pensando em inglês. E dos pensamentos, abriu a boca, como em um sussurro, em um diálogo consigo mesma, começou a falar. Em inglês, fulo e ainda infantil, reclamações e filosofias vãs.
"He is alone, you are not." Falou enquanto via um mendigo cantar, carregando um travesseiro enquanto sobia a rua. Descalço, sujo e sozinho.
A garota se sentia só. Rodeada de gente, mas sozinha. Sentia como se estivesse perdendo sua essência, seus objetivos... Falava o tempo todo "I need change this. On really, I need be somebody first.". E pensando nisso, conversando com Deus, seu Pai, seu próprio cérebro, fez uma promessa à única estrela que via entre aquelas nuvens preguiçosas.
Fez uma promessa, e iria cumprir. Sua esperança estava por um fio, mas ainda sim, com um robe preto e os olhos tristes, prometeu.
Passou alguns minutos cantarolando, e durante isso teve uma idéia. A idéia que tanto precisava, a que tanto procurava, a que precisava começar de uma vez... Por que não começar um livro?
Ela sorriu. Ainda sentia aquele maldito sentimento, mas o que poderia fazer além de mudar? Ela sorriu porque irá mudar, irá conseguir o que quer. Pode não aparecer agora, nem até o final do ano, mas quem disse que ela está com pressa?

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