27 de abril de 2011
Shh, está escondido.
Amiga-irmã, eu te amo. Posso estar sendo a pior pessoa para te aconselhar algo. Posso falar besteiras quando na verdade era para eu ter ficado calada. Posso não ter te abraçado ou ter aberto um sorriso quando você mais precisava. Me desculpe, mas tenta não esquecer que eu estou aqui.
Dificuldades sempre temos, discussões e coisas que não admitimos engolir de jeito nenhum, passam na nossa vida. Mas pense, isso vai passar. Tem que passar, não é?
Essa raiva, essa vontade de sumir... não seja mais egoísta que eu. Sumir não é a solução, apesar de você desejar isso mais do que qualquer outra coisa do mundo! Te entendo e não entendo. Não sou perfeita, posso não ser adivinha, mas eu te conheço.
Não vou perguntar se está tudo bem, já que eu sei que não está. Não vou perguntar o que houve, quando eu sei que você não quer falar.
Posso não ser o melhor ombro para chorar; A melhor cara para xingar; Ou até mesmo o melhor corpo para você arranhar. Mas se você quiser faça. Faça que eu não ligo. No final eu vou sorrir, te falar um "vai ficar tudo bem" ou "fica quieta, idiota", e te forçar a se acalmar.
Só não diga que quer sumir. Eu preciso de você aqui. Barreiras, muros, asfalto e até ilhas, não é o suficiente para me tirar da sua vida, por isso pare de ser teimosa. Abra os olhos, e tenta enxergar que você não incomoda, chorar não vai te fazer menor ou menos "forte", gritar de raiva não vai fazer de você um ser irracional.
Afinal, você sente dor não sente? Seu coração não fica pesado por estas coisas? Você não perde o sono por alguns minutos só por causa disso? Você é humana, você TEM que sentir. Não tem como evitar.
Por isso, pequena amiga cheia de sotaques, tenta deixar as pessoas cuidarem de você. Não custa nada, e vai ser melhor para você.
Eu sou a melhor ouvinte que você poderia ter nessa vida. Eu sou praticamente sua irmã, podemos não ser do mesmo sangue e muito menos do mesmo ambiente, mas somos irmãs por causa do destino.
Eu te amo, deu para entender?
23 de abril de 2011
Estou aqui com muita vontade de escrever o que estou sentindo, e realmente não consigo. Estou com uma sensação esquisita, voltar ao passado agora não foi muito fácil. As duas músicas mexem muito comigo, me lembram uma noite ouvindo "For you I'll" do Teddy Geiger, que a lua nunca pareceu tão linda, brilhando exclusivamente pra mim. Por alguma razão, essa noite nunca me pareceu tão real como hoje. As lágrimas escorrendo pelo meu rosto, meu cabelo cacheado solto, o medo que eu sentia era esquisito. Porque eu nunca tinha sentido aquilo, as borboletas no estômago, a lembrança de um sorriso nunca tinha me feito tão feliz e envergonhada. Os sentimentos eram tão intensos... engraçado pensar que com 14 anos eu era mais dramática como hoje. Pera, eu só tenho 16, falo como se fosse anos... Engraçado é olhar para trás e ver que tanta coisa mudou e tanta coisa ainda há de mudar.
22 de abril de 2011
19 de abril de 2011
17 de abril de 2011
Isso está me matando.
Na realidade, estou cansada de tudo isso.
Dos sorrisos que tenho que abrir para não me perguntarem coisas idiotas. Dos rostos que tenho que ver, fingindo estar se importando. Na verdade, o problema nem é esse.
Só estou procurando palavras para dizer o que estou sentindo, o que não tem dado certo há um bom tempo. É totalmente frustante encontrar-me sem saber o que falar quando as palavras são o meu maior consolo...
Essa agonia de não saber o que está sentindo.
A carência idiota, que me dá vontade de abraçar todo mundo... Se um assaltante vier me assaltar vou falar pra ele me abraçar antes de levar tudo o que eu tenho. Complicado demais.
Tudo isso. Essa falta. Esse sentimento horrível de saber que tem gente que mal se importa.
Isso sim está me matando.
Por que? Quando mais eu precisava de um ombro, justo quem eu queria, mal apareceu.
11 de abril de 2011
10 de abril de 2011
9 de abril de 2011
Como é que você está?
E ai, como é que você está? Quanto tempo, não? Da última vez que eu te vi, você sorria mais... aconteceu alguma coisa? Algum parente com a saúde ruim? Algum amor não correspondido, ou partiu o coração de alguém mais uma vez? Você não sabe, não é?
Você me responde rindo um pouco, "não faço idéia". Você está distante. Seus olhos não brilham mais por que? Ou antes eles brilhavam exclusivamente pra mim? E na pior das hipóteses, alguém tirou o brilho dos seus olhos? Me diga, na mais sincera das palavras... Você tem perdido o ar por alguém? Sentindo os batimentos cardíacos se elevarem só por ouvir a voz daquela pessoa?
Só curiosidade. Porque eu te tinha tão perto à alguns meses, e agora é como se eu não te conhecesse.
Falaram-me de ti ontem. Esses boatos são verdade? Você mudou tanto assim? Fico pensando em minhas viagens aleatórias, você só fingiu se importar?
Não sei mais o que pensar exatamente sobre você. Já me falaram tantas coisas boas e ruins, que não sei mais em quais acreditar. Não se preocupe, não te tenho mais no coração à um tempo, mas da minha mente você não sai. E sempre me pergunto, sou eu? Minha aparência? Ou esses quilos a mais?
Eu penso tanto em futilidade, e sempre me parece que isso se encaixa perfeitamente à você. Isso não te incomoda? Falo isso à você e recebo um sorriso amarelo, tentando fugir da situação. Me responda! Você olha para baixo, é claro que te incomoda. Então, por que insiste?
Mas é normal. Nós, seres humanos, temos essa péssima mania de escolher o que é pior para gente, já dizia a gênia J.K Rowling. Não sei o que é pior, eu aceitar esse seu jeito de auto-mutilação, ou esperar que você venha até a mim e diga tudo o que pensa. Porque nós dois sabemos que não irá acontecer.
Não, não irá.
Você ri de mim, falando que sou boba e pessimista. Mas eu te conheço mais do que você imagina, mais do que eu deveria conhecer, para ser sincera. Me diga o que pensa? Só por um segundo? Ou dois... podemos fazer um acordo. Eu cumpro, você sabe disso.
Posso fazer uma última pergunta? Você ri de novo, falando que eu já fiz uma. Eu esqueço o acordo da última pergunta e faço mais uma. Por que você sorri pra mim assim? Você não deveria.
Você diz que tem que ir para casa estudar, e me apressa para perguntar a última pergunta. Respiro fundo, seus olhos sem brilho não olham para os meus, é até melhor assim. Tomo mais um pouco de ar, as mãos meio bambas, eu estou para perguntar isso à um tempo. Não estranhe, é uma curiosidade que me perturba às vezes. Certo, tudo bem.
Você alguma vez já me amou?
3 de abril de 2011
1 de abril de 2011
O que eu quero ainda não tem nome.
Esperem. Só esperem. Eu comecei algo e não vou me cansar até chegar ao meu objetivo. Pode até achar que é doentio, não ligo. Mas vai ser bom ver os resultados. Afinal, isso é para mim, para mais ninguém.
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