28 de julho de 2011

Esses meus amigos...


    Acho que demorei muito para escrever esse post. Demorei mesmo, as pessoas que estão me fazendo escrever isso, que estão me inspirando a escrever merecem minhas palavras à muito tempo. Sabe, uma coisa que me falavam, e eu não acreditava, era que você ia conhecer seus amigos de verdade quando estivesse numa situação complicada. E foi isso mesmo que aconteceu.
   Pessoas que eu menos esperava me seguraram pelos ombros e me sustentaram, me reergueram. E ficaram depois disso, ficaram por simplesmente ser verdadeiro. Meus amigos eu conto nos dedos, os que eu sei que vão  continuar na minha vida até eu envelhecer eu conto em uma mão só. Não é querendo ser radical, mas a vida nos leva para caminhos diferentes, o tempo e a distância e a falta de contato nos afastam... Negar é apenas bobagem. Difícil falar do futuro assim, meus olhos se enche d'água.
   Quero ficar com vocês para sempre, vocês são a família que eu não escolhi. Família mesmo, cheia de altos e baixos, uns distanciando do outro, uns com birra, mas sempre ali. Na hora ruim da vida, eles são capazes de mover montanhas, eu sei disso, sabe por que? Eu faria isso por um amigo, porque eles fariam isso por mim.
    Só tenho a agradecer, e dizer que eu amo vocês. Eu sei que eu demonstro meu carinho, vivo abraçando vocês, ou falando besteiras tipo: "Você me ama? Não, não precisa responder, eu sei que não!". 
Então, obrigada por tudo. Não preciso citar nomes, não é uma seleção e muito menos uma classificação. Quem sabe, sabe. Não é? Obrigada por tudo, e vocês sabem, estou aqui para tudo.


 

26 de julho de 2011

Mais uma colina.


Where are you my angel now, don't you see me crying?
(the hill - glen hansard e marketa irglova)

   Como algo clássico, que sempre parecer ser do meu jeito se pensar e ver as coisas, coloquei a culpa em mim. Na penumbra da noite, eu deitada na cama, tentando não me mover. De olhos bem abertos, eu não consigo dormir, o sono desistiu de me encontrar em plena madrugada. E eu, mais uma vez desisti de correr atrás de tal sensação. No silêncio da madrugada, a única coisa que ouço é o baixo barulho do relógio. Mal faço idéia de que horas poderia ser, só implorava para que o tempo passasse o mais rápido possível. Tem horas que a luz e o calor do sol são melhores companheiros do que a escuridão.
  Culpa, é o que eu sentia. Orei baixinho, como todas as noites eu faço. Agradeço e peço pela saúde da minha mãe, dos meus irmãos e sobrinhos, minha família. Faço porque me acalma, e tentar acalmar meu coração era a única coisa que eu realmente precisava. Mas a culpa me consumia, de onde surgiu a culpa? 
  Eu não tenho culpa de nada, mas talvez eu tenha nomeado o que eu sinto de culpa, não que seja realmente isso. Não sei dizer se é aceitação, ou se é apenas outro patamar da saudades. Será? Confesso que não dói mais, a saudades machuca, mas não fere como antes. 
  Saudades. É, dói sim. As lembranças boas doem um pouco, pela saudades, pelo fato que elas não podem mais acontecer no dia seguinte. Não vou mais poder sentir o calor, sentir o cheiro tão presente, abraçar forte e ouvir as palavras. Sabendo disso tudo, chorei em silêncio. Os olhos bem abertos, e as lágrimas caindo na fronha branca. Oro mais uma vez, pela alma de meu pai, para meu coração acalmar, para a dor da saudades cessar. Oro para meu anjo, que onde quer que esteja, está me protegendo, e é somente nisso que eu posso ter certeza agora. 
   Minha vida tem sido como descer e subir uma colina. E meus dias tem sido isso, subir e descer, colina após colina. Implorando que eu encontre a fórmula secreta da força de vontade, e se por acaso existe um tônico milagroso para tudo isso. Viver por lembranças é mais complicado do que se possa imaginar. 
   O sono me encontrou, acho que desistiu de outra pessoa e decidiu me dar mais uma chance. Dormi e acordei sem lembrar se sonhei, e reclamo por ter perdido mais uma manhã. 

21 de julho de 2011

O que é importante pra você?



  Algo contraditório roda a minha mente. Nem todo assunto contraditório é polêmico, mamilos são um exemplo disso. Mas enfim, não é sobre mamilos que eu vim falar hoje, deixa para outro dia... Como comecei, algo tem passado pela minha mente... ouvindo um amigo falar-me da própria vida, que o vazio é mais presente do que o sol que bate em sua janela, fiquei pensando sobre como outras milhares de pessoas sentem isso, e o que eu também sinto. Dai me aparece uma pergunta na mente: O que é importante para as pessoas agora? 
  
 Se você pensou "status";"dinheiro" e "uma paixão arrebatadora". É, talvez seja isso mesmo. E parece algo tão fulo, tão sem fundamento. Acho que o da paixão é a menos 'sem noção', afinal, todos querem viver aquele romance de filmes. O único problema de sonhar com isso, é a hora da queda. Sonhar alto e encontrar algo totalmente fora daquilo é a pior das desilusões.

  O que é importante para as pessoas agora? Dinheiro e status.
  Antigamente, a única coisa importante para alguém era que a justiça fosse feita e que ela conhecesse o amor em todos os seus sentidos possíveis. Invejo os antigos e lamento a nova geração pela futilidade.

  O que é importante pra mim? Minha família, meus amigos e meu Deus.


16 de julho de 2011

É que nem comprar o Kinder Ovo Maxi e vir com brinquedinho... "Que decepção!"

15 de julho de 2011

Finite Incantatem.


Can be the end for you, but isn't for me, babe. 



   Cá estamos. Dia 15 de julho, o dia que eu jamais vou esquecer. Desde as duas da tarde, de ontem, eu fiquei na fila da pré-estréia, só cronometrando o tempo para minhas lágrimas. Ouvi tantos "ah, é só um livro" na minha vida, e eu só respondia "fazer o quê, né?". Respostas curtas para comentários idiotas
   Não, não é só um livro, só alguns filmes, é uma história de vida. Uma vida, cheia de magia, cheia de esperança, e muito, muito amor. E amor é o que eu sinto pela saga, sim, amor! E ainda grito! MUITO AMOR! 
  Harry Potter me abriu a porta para o mundo do fantástico que eu amo tanto, que eu sempre penso a todo segundo. Divina Rowling me incentivou a escrever, e convenhamos, quem me conhece sabe muito bem que o que eu mais faço e penso é escrever essas minhas histórias. Harry Potter é tudo, uma parte de mim.
  Sabe, quando o filme começou meus olhos encheram-se d'água, quando o filme se prolongava cada vez mais, eu chorava. Quando o filme acabou, eu fiquei petrificada. Meio congelada, como se aquilo tudo fosse coisa da minha mente, como se não fosse real. Mas só foi eu sair do cinema, e caminhar um pouco, me dei conta... Sabe, Harry Potter não envolve só essa história que eu contei tudo acima, além de mim, meu pai gostava de HP, e sempre me acompanhava quando dava, e assistia junto comigo na TV. 
  Me dei conta de que era sim, o último filme. Foi o último filme e meu pai não estava do meu lado, ou estaria em casa para eu surtar com ele e gritar que foi INCRÍVEL! Não, ele não estava do meu lado, não fisicamente. 
  Lá para o final do filme, o Neville fala que, não importava se o Harry havia morrido, porque ele sempre estaria dentro do nossos corações, sempre haveria o Harry dentro de nós. E isso mexeu comigo demais, porque meu pai poderia não estar fisicamente ao meu lado, mas ele estava no meu coração. Sentindo a minha   montanha russa de emoções, ouvindo meus gritos, e enxugando minha lágrimas. 
  Quando me dei conta disso, eu chorei. Chorei no meio do shopping, algumas centenas de pessoas olhando para o meu rosto vermelho e ouvindo meus soluços. Sabe, esse amor envolve tudo. Como eu disse, é muito amor, e eu traduzi esse amor em lágrimas. 
  Tudo o que eu sinto agora, é saudades. Muitas saudades, mas como no Harry, eu posso matar essa minha saudades com as lembranças, porque é isso que temos no final. Apenas lembranças, boas de preferencia. 
   Harry potter não é simplesmente uma saga, uma era. É a minha infância (e do planeta inteiro), é minha família também, é meu segundo exemplo de amor. 
   Sem 'Finite Incantatem', porque a magia nunca vai acabar dentro de mim. Para sempre e sempre uma Grifinoriana, honrada e orgulhosa disso. Sinto muito, mas vou ter que aparatar para o meu sofá!


  

7 de julho de 2011

Sorrisos de mentirinha.

                                 

   Uma coisa que eu descobri nessa minha vida, olha que só tenho 16 anos, é que é muito fácil mentir para as pessoas. Não, eu não sou uma grande mentirosa. Eu mal gosto de mentir. Estou querendo dizer que, é fácil enganá-las, omitir, mentir, dizendo apenas um “está tudo bem!” ou pior “tudo ótimo”, uma ironia que ninguém consegue captar. Engraçado, talvez seja porque nunca sou irônica. Eu nunca sou tanta coisa...
  Ultimamente, tenho pensado muito. Tenho me mantido calada, no meu canto, prefiro muitas vezes assim, é bom. Mas tenho me reservado muito, aprendi isso, porque eu nunca fui de me guardar. Mas tenho feito. E isso me sufoca de vez em quando, claro sempre passa, mas sufoca do mesmo jeito.
  Sabe, tenho sorrido para minha mãe, sem querer realmente sorrir. Eu sou forte, sim eu sou! Não duvide, porque enfrento a ida do meu pai de uma forma que eu não pensei que conseguiria, pois então, não duvide. Sim, eu sou forte.  Mas tem sido difícil sorrir para minha mãe, quando na verdade eu só quero ficar quieta e receber um carinho.
  Ela me carinha, me aninha, me conforta como ninguém. Mas, o fato é que estou carente e procuro abraços em todo o canto... claro, não chego abraçando geral e pedindo carinho pra todo mundo. Mas é que eu não conto, simples assim.
  Sofrendo calada. Quem diria que eu faria isso. Eu sempre dou conselhos, apoio as pessoas, e sempre falos coisas positivas para cada um. Eu devia fazer o que eu falo, mas nunca faço. Tão complicado quando seu mundinho está de cabeça pra baixo, e o único que pode mudar isso é somente você mesmo. Todo mundo gosta de uma ajuda básica de um amigo, né? Mas nesse caso, só eu posso me ajudar.
  Outra coisa que aprendi depois de algumas reflexões, é saber confiar nas pessoas certas. Vou ser sincera, não sou uma pessoa desconfiada, mas passei a confiar menos e conhecer um pouco mais. Não é tão simples assim. Julgamentos, hipocrisia, decisões, tudo tem se firmado na minha mente.
  Para muitas coisas eu sou infantil, afinal, eu sou uma garota cheia de imaginação. Amo mundos que, as pessoas dizem, não existir. Acredito em Hogwarts e no Acampamento Meio-Sangue, em Deuses e coisa e tal. Ainda acredito no amor e ainda assim, me divirto como uma criança, e não tento ser o que eu não sou. Mas para outras coisas, eu amadureci, cresci um pouco, e passei a ver certas coisas com outros olhos.
  Amadurecer não é se tornar adulto e sério, e sim aceitar seus erros e dizer “chega” nas horas certas. Amadurecer não é pagar suas dívidas ou se preocupar com coisas sem importância, e sim levar a vida, vivendo-a e não apenas sobrevivendo.
  No fim, esse texto gigante, que começou com sorrisos de mentirinha, terminou em amadurecer. Super maduro fingir que está tudo bem, não é?
  Mas é que tem horas que você esquece dos seus problemas, esquece dos seus complexos, e esquece do que tanto te perturba e curte aquele momento. Acho que é assim que nós levamos a vida, aproveitando os segundos como se fossem únicos... Bem, porque eles são. 

2 de julho de 2011

Um dia tem 24 horas, nas grandes horas que passo dormindo, nas outras só tento entender o que eu realmente penso, e nessas horas, sempre me perco e nunca sei quem sou. É estranho pensar assim, porque penso todo o tempo todo que a todo instante que tento me "procurar", perco-me a cada instante.

Sei lá. Sei lá. Estou me irritando de "sei lá" ser sempre minha resposta. Esse ciclo vicioso tem em sufocado, sufocado mais do que deveria.

"Pode ignorar o quanto quiser, 
um dia você vai se dar conta de que nunca vai conseguir sair do lugar 
se ficar vivendo no passado.


Escrevi isso no meu twitter, algo aleatório, e engraçado é me identificar. Retardada, idiota, ignorante? Pode até ser, as vezes me sinto assim mesmo. Mas estou cansada, cansada do mundo, desse barulho.

Acho que já está na hora de crescer, não é, Larissa?

Vou parar de falar de mim, que tal falar um pouco sobre você?