30 de agosto de 2011

Listando quinze.

livros para ler, comprar, cuidar eternamente. 

●: dá para esperar.
●● : quase urgente.
●●● : extremamente urgente

  1. A Canção do Súcubo 
  2. Jogos Vorazes ●●
  3. Coração de Tinta ●●● +1   OBRIGADA BESTA <3
  4. Crescendo 
  5. Dicona (curiosidade) ●
  6. A Guerra dos Tronos ●● +1
  7. O retrato de Dorian Grey (curiosidade) ●
  8. Calafrio ●●
  9. Lolita (curiosidade, mas pensando extremamente em tirá-lo da lista) ●
  10. Bonequinha de Luxo 
  11. 1984 ●●
  12. Eon (por pura e extrema curiosidade) ●●
  13. Pequena Abelha ●●● + 1    OBRIGADA BORRACHEIRA <3
  14. A pirâmide Vermelha ●●
  15. O mapa do Tempo ●



29 de agosto de 2011

Queimando capítulos.

    Posso até dizer que estou me sentindo mais leve. Mesmo estando decepcionada, porque querendo ou não, você se mostrou outra pessoa que eu simplesmente não conhecia, e não foi só hoje... tudo bem. É sim, tudo bem. Não estou mentindo. Foi até melhor ter acontecido isso, ou melhor, o que não aconteceu.
Chegou a hora de parar de ser tola.



28 de agosto de 2011

Esqueça a coragem.



Ela parecia em dúvida. Sufocava-se com as próprias dúvidas e até mesmo com as respostas que já sabia, mas simplesmente não as aceitava. Aceitação era algo que não fazia, e que mal fazia mais questão de ter ou ao menos conhecer tal palavra. As lágrimas simplesmente saíam de seus olhos, sem querer chorar, mas não conseguia controlar. O vazio, as malditas dúvidas, a maldita pressão.

Ela sentia como se a qualquer momento fosse quebrar, e pensava que poderia ser melhor assim. Ela queria ficar surda, nem que fosse por algumas horas, apenas para parar de ouvir o que tanto a cansava, parar de ouvir esse barulho irritante, simplesmente, dessa forma.

Os fones de ouvido não ajudavam, não eram altos o bastante, nunca seriam. Nada seria o bastante. Poderia até ser, mas parecia que nada seria bom o bastante. Bom o suficiente.

"Você não pode fracassar"

Torturantes e cortantes, palavras cruéis para alguém tão ferido. Talvez seja simplesmente drama, ou a mania irritante dela aumentar algo tão simples e torná-lo sufocante o suficiente para fazê-la se sentir péssima. 

É, talvez ela soubesse disso. É talvez ela devesse encarar o mundo de outra forma, seria o melhor à ela. Mas o mais irônico era que essa garota havia dito que não sentia mais medo. Engraçado, essa mesma garota, agora, chora por causa de medo. Medo do mundo. Medo. 

Essa garota agora chora, e não consegue erguer a cabeça. E essa mesma garota, tão dramática, com tanto medo, tão sábia dos próprios erros, tão prepotente em relação ao que sente, tão cheia de manias... agora chora, sentindo o chão partir sobre seus pés. 

Drama, é só drama. Afinal, você não pode fracassar, não é, garota? Triste pensar que essa garota sou eu. 

27 de agosto de 2011

Não estou com medo, não mais.




Estou mudando, ou pelo menos tentando. Mudando meus hábitos, o meu modo de agir comigo mesma, e principalmente, mudando meu pensamento.

Agindo. Fazendo. Sem pensar muito em consequências, estou tentando. Tentar não custa nada, além de alguns momentos de vergonha por dizer coisas que normalmente eu não falaria, ou por fazer coisas que também nunca faria. Mas tudo passa, e para quem nunca arrisca, é mais um obstáculo que estou tentando pular.

Estou tentando me ajudar. Aceitei um empurrão e agora quero dar meus passos.

Penso muito no meu destino, no que vai vir daqui a alguns anos. Fico curiosa porque não faço a mínima idéia do que eu vou ter que esperar. Já que, simplesmente, estou perdida em mim mesma.

Posso estar perdida, mas não estou confusa. Posso até dizer neutra, normal com algumas expectativas. Mas o mais importante de tudo, não estou com medo. Ouvi dizer que a vontade supera todos os seus medos.

Vontade. Vontades. Milhares delas ao mesmo tempo. Mas tudo resume em uma só, mudança. Ação.
Quero tudo isso. Mas por enquanto, vou com calma. Com muita calma, porque nem para escrever estou tendo muita... pera, eu ia falar vontade?

Não é falta de vontade. É falta de lealdade com as palavras, exatamente. Vou ajeitar esse probleminha rápido.

22 de agosto de 2011

Is the end where I begin.



Às vezes, as lágrimas dizem tudo que há para dizer. 
Às vezes, sua primeiras cicatrizes não desaparecem, não completamente. 
E este é o final onde eu começo.
Às vezes não aprendemos com nossos erros. 
Às vezes não temos outras escolhas a não ser nos distanciar. 
A cura para um coração quebrado, é apagar.
Então, apaguei.
O que não mata o coração, só o deixa mais forte.


The Script.

Poderes impossíveis.


Hoje pensei, e pensei. Pensei muito, e até chorei. Conhecendo bem o que eu sinto, cheguei a um momento em que se me perguntasse o que estava acontecendo era um simples "nada, estou bem".

Seria tão mais fácil se eu pudesse mover montanhas, céus, mares. Mudasse o clima com um estalar de dedos, espantasse as nuvens cinzas dessa cidade com um movimento só. Resolver problemas com a força do pensamento, diluir as preocupações. Extinguir a saudades.

Tudo tão mais fácil. Mas não, nada está sendo fácil. Para ninguém, e o que mais me dói é ver sorrisos, em rostos que admiro, falsos. Apenas para evitar perguntas que apenas vão abrir aquela ferida, mais e mais, sangrar  mais e mais. Mas eu não tenho esse poder, não posso fazer pessoas sorrirem quando elas querem apenas chorar. O máximo que eu posso fazer é consolar, sem dizer nada.

As vezes as palavras ajudam. Mas tem horas que apenas o silêncio cala aquelas perguntas irritantes que o próprio pensamento tenta fazer. Como se fosse um teste de resistência, perturbando-te até chegar à loucura. "Até onde você aguenta?".

Coração partido. Alma vazia. Esperanças fora de estoque. Tantos adjetivos, tantos nomes, tantos significados. Tantos que a um ponto, passa a não fazer diferença. 

Mas, embora tudo isso que eu disse seja complexo e literalmente enlouquecedor, devemos pensar em frente. Se pôr na ponta dos pés e enxergar além das milhares cabeças que temos de conviver, e simplesmente esperar. O tempo não vai respeitar a sua vontade. Ele que vai decidir, se vai passar mais lentamente, ou lhe dar uma trégua e passar tão rápido quanto uma tartaruga em uma maratona.
Assim que você passar a enxergar o que deseja, é claro que vai haver obstáculos, quem disse que a vida lhe seria fácil? Mas assim que passar a ver, apenas siga. Simplesmente assim.

Seguir e seguir. Ou como diz a Dóri: Continue a nadar. Mas como ela é um peixe, e nós seres humanos ainda não temos brânquias, só peço para que não se afogue no caminho.

Cuida-te, pelo menos nas horas que não estou contigo. 

21 de agosto de 2011

I'm going down.



Não encontrei palavras para escrever aqui hoje. Tentei um texto, para explicar tudo o que está me enlouquecendo. Até mesmo um conto, para me distrair. Contudo, tentativas inúteis. 
Por isso, não vou tentar e criar algo ruim. 

Cuidem-se. Isso se alguém lê esse blog depressivo. 

14 de agosto de 2011

O que realmente vale.



"Antes que anoiteça, eu quero encontrar uma razão." Ele dizia a si mesmo. Olhava para o relógio da parede cada cinco segundos, esperando, que algo iluminasse sua mente e explicasse a razão para tudo aquilo.

Estava sozinho no quarto, jogado naquela cama tão bagunçada quanto um ninho de rato. Os olhos vidrados na janela que mostrava o pôr do sol, não queria que anoitecesse.

A noite o tranquilizava do mesmo jeito que o angustiava. O cegava, mas o silêncio acalmava sua mente. Bufou e olhou novamente para o relógio, do que adiantaria contar os minutos se a cada dia o sol se punha atrasado?

"Antes que aconteça o pior, eu preciso de uma explicação." Murmurou com o coração vazio. As palavras jogadas ao vento, desejava uma explicação, mas assim que encontrasse as respostas, o que faria? Ia atrás de mais perguntas? Iria partir mais seu coração pisoteado? Não.

"Não..." Ainda negava, olhando o sol se por tranquilamente. Como parecia que ele havia perdido o chão? Sentia que se descesse daquela cama, iria cair de um abismo, sem fim, sem fundamento... era exatamente isso que sentia.

Vazio, algo sem fim, sem ao menos conseguir tocar o chão. A realidade era tão pesada e constante que nem mais parecia ser real.

"E se eu voltasse no tempo?" Perguntou para o sol que estava se despedindo, deixando apenas uma camada rosada nas nuvens acima de si.

"Não, não valeria a pena. Pelo jeito era para acontecer exatamente isso, mas porque eu me sinto anestesiado?" Novamente se perguntou. Perguntas ramificadas, vindo da outra pergunta, que responderia à todas as bobas perguntas.

Fechou os olhos por alguns minutos, ou horas? Ele não sabia ao certo, só sentia que caia, sem rumo, sem fim.   Ao abrir os olhos se deparou com a escuridão, a lua tomava o lugar do sol alegremente. Grande e brilhante, não tão iluminada, mas nem por isso incapaz.

Não gostava da noite, não quando estava sozinho. Sentia medo e como se sem a luz, não encontrasse o caminho. Suspirou fundo e virou o rosto para o outro lado do quarto. A porta aberta, e a luz da lâmpada que vinha do corredor invadindo seu quarto. Imitava o sol, mas nem chegava aos seus pés.

Mas não era exatamente a luz que lhe importava agora, apesar de gostar, não era o seu foco.

Encostada no batente porta encontrou sua base, de braços cruzados e um sorriso no rosto. Tinha os olhos castanhos por trás das lentes de grau. O nariz avermelhado pelo choro que guardava para si, mas ainda assim sorria por tê-lo ali.

"Está trocando o dia pela noite, mocinho?" A voz materna perguntou em um tom de brincadeira. Conseguiu arrancar um sorriso do garoto jogado na cama.

Ali, parada no batente de sua porta estava seu desfecho, o portal onde encontrava a paz. Ela poderia não conseguir lhe encontrar as respostas, mas estava ali para o confortar na hora da dúvida. Uma parte de si poderia ter partido para sempre, mas uma ainda continuava ali, e aproveitaria o máximo daquele pedacinho de alma que lhe criara.

11 de agosto de 2011

Caminhando sem parágrafos.

Hoje saí de casa na intenção de gastar os vinte reais que consegui/sobrou fazendo meu comércio humilde de revendedora. Comprei coisas que eu precisava para retomar aos meus estudos de vestibulando, coisas necessárias. Passei pelo sebo da mulher ignorante, e subi pela primeira vez ao primeiro andar. É nessas horas que às vezes eu acho que me surpreendo mais com livros e o cheiro deles do que com pessoas. Li, vi mas não levei nenhum. Comprei uma coca-cola e sai distraidamente da loja, e apesar de tudo, daquele barulho, as luzes fortes, pessoas o tempo todo de encontro ao meu ombro -já dolorido por tantos esbarrões- olhei para cima.
E me surpreendi. Pela segunda vez, me surpreendi. Durante semanas o céu noturno apareceu nublado para mim, a lua acolhida atrás das nuvens e as estrelas que mal aparecem, brilham animadas para mim. Para mim? É bom  pensar que são quando as pessoas estão mais preocupadas com suas dívidas. Enquanto eu estava humildemente feliz com meus papéis, um marca texto e clips na sacola de plástico.
E com esse pensamento, caminhei pela rua olhando para o céu e bebericando o refrigerante. Um nome não me sai da cabeça, simplesmente não sai. Não sei dizer se é porque estou animada com um presente e quero a opinião se valeu mesmo a pena; se ele vai aceitar me ajudar; ou se simplesmente não o vejo, ou converso com ele faz um tempo. Voltei para casa com esse pensamento, e o que simplesmente leio ao chegar em casa e sentar no computador? Exatamente aquele nome, não estando bem.
Meu mellon, seja lá o que você esteja sonhando, seja lá o que você esteja pensando. Me ouça, pelo menos essa vez e me leve a sério. São apenas sonhos. Muita gente se ilude com mensagens de sonho, eu mesma, e muitas vezes mal quer dizer algo, nem que vá acontecer algo. Não fique receoso. A vida tem ida e vindas, a vida nos tira e nos trás coisas, não vai ser esse sonho que vai traduzir o seu destino.
Não fique complexado, se não irá explodir esse seu mundo que tanto gosta dos sabores. Ouça, aladinho, onde quer que você esteja, onde quer que o seu pensamento esteja, e onde quer que seu desespero irá explodir, a sua mellon está aqui. Sempre esteve, e não se esqueça, meu dever aqui é ouvir e dar abraços.
E nesse texto sem parágrafos, por uma simples preguiça cotidiana, termino por aqui e irei estudar. Somente para a minha culpa cessar e pensar que não posso ir tão mal nessas provas escolares e da vida também.

6 de agosto de 2011

Selfish with my heart.

Quer saber? Cansei. 
Simplesmente cansei de tudo isso. Sentir esse nervoso, minha esperança maldita sempre iludindo-me. 
A única coisa que ganho com essa história -que se repete o tempo todo- é que me inspira. 
Vê? Pelo menos serve para alguma coisa. 

5 de agosto de 2011

Trechos de uma sexta-feira qualquer.

Quando me falta palavras, nada como encontrar nos que mais me encantam e fascínam. 
Curtam e me entendam, se conseguirem. 

"Não ia ser legal você vir agora porque eu não sei exatamente o que sinto por você. Eu gosto de ficar ao seu lado, gosto quando você me escreve. Quer dizer, a sensação é boa, é clara. 
Mas eu não sei se posso dizer que te amo, que gostaria de ficar pra sempre com você. Eu realmente não sei. E no momento - como dizer? - de certa forma eu estou gostando de estar me sentindo assim, desamparado. Porque é como um teste. Agora eu quero ver como eu me viro, entende? E sozinho. Se você viesse, você ia ficar servindo de ponte entre mim e a realidade objetiva. E não seria bom, porque eu podia sei lá, até mesmo ficar com raiva de você e matar uma coisa que ainda nem cresceu direito. Não tenho pressa nenhuma. Nem em relação a você nem em relação a nenhuma coisa. Eu gostaria que tudo crescesse naturalmente."
 Caio Fernando de Abreu


"Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida - umas porque usam de fórmulas visíveis e portanto vitais, outras porque vivem da mesma vida humana. Não é o caso da literatura. Essa simula a vida. Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso."
Fernando Pessoa


"Estou com saudade de mim. Ando pouco recolhida, atendendo demais ao telefone, escrevo depressa, vivo depressa. Onde está eu?  Preciso fazer um retiro espiritual e encontrar-me enfim -enfim, mas que medo - de mim mesma."
Clarice Lispector





Faz tempo que ele não aparece por aqui, né.  <3

3 de agosto de 2011

Sempre o querer.



"Onde você arranjou esses cortes na mão? Eu pensei que já tinha te dito sobre brincar na areia.
Sempre tem alguém descuidado com vidro, sempre há perguntas que você não quer fazer."

(Lonely Soldier - Damien Rice)


   Como é difícil tentar descrever algo que, particulamente, eu não queria estar sentindo de novo. Essa solidão, sem expectativas, sem ao menos conseguir ver um lugar ao sol. No meu mundo está chovendo, chovendo a ponto de não conseguir enxergar o que há através da janela. De vez em quando fica apenas "pouco dublado", mas na maioria das vezes, está chovendo forte, e não para. Somente piora.
   Sinto como se eu estivesse me afundando, e eu estou fazendo isso comigo mesma, e isso me mata. A dor de cabeça e o enjoo gostaram da minha companhia, e o sono decidiu viajar. Estou cansada. Meu corpo está cansado, minha mente está cansada, estou prestes a explodir. Odeio, realmente, odeio estar precisando desabafar dessa forma aqui. Queria tanto descrever como me senti bem hoje à tarde, aquele nervosinho, mas a preocupação sempre me incomoda... estraguei tudo. Como sempre, estraguei algo que nem ao menos começou, e nem vai começar, e nunca iria se tivesse uma oportunidade. Odeio ser pessimista, perco tantas chances, por isso odeio. Que oportunidades? Não cheguei a ver.
    Sabe, minha cabeça está doendo. Eu deveria estar estudando, porque é algo importante. Vejo meus amigos tão dedicados, e eu aqui. Vadiando no computador, reclamando da minha vida e de como eu estou me sentindo... Queria tanto ser. Todos querem ser algo, eu quero ser, mas não estou animada com isso. E quero me esgoelar toda vez que sinto isso, ou seja, o tempo todo.
   Sim, isto está me matando, mas eu continuo a dizer que está tudo bem. Porque está, o problema sou eu, e eu não sou tudo. Então, está tudo bem. Somente meu mundo está um caos, e meu mundo é tudo para mim. Isso pode não ter feito algum sentido, mas pouco me importa fazer alguma coisa fazer sentido agora.