11 de agosto de 2011

Caminhando sem parágrafos.

Hoje saí de casa na intenção de gastar os vinte reais que consegui/sobrou fazendo meu comércio humilde de revendedora. Comprei coisas que eu precisava para retomar aos meus estudos de vestibulando, coisas necessárias. Passei pelo sebo da mulher ignorante, e subi pela primeira vez ao primeiro andar. É nessas horas que às vezes eu acho que me surpreendo mais com livros e o cheiro deles do que com pessoas. Li, vi mas não levei nenhum. Comprei uma coca-cola e sai distraidamente da loja, e apesar de tudo, daquele barulho, as luzes fortes, pessoas o tempo todo de encontro ao meu ombro -já dolorido por tantos esbarrões- olhei para cima.
E me surpreendi. Pela segunda vez, me surpreendi. Durante semanas o céu noturno apareceu nublado para mim, a lua acolhida atrás das nuvens e as estrelas que mal aparecem, brilham animadas para mim. Para mim? É bom  pensar que são quando as pessoas estão mais preocupadas com suas dívidas. Enquanto eu estava humildemente feliz com meus papéis, um marca texto e clips na sacola de plástico.
E com esse pensamento, caminhei pela rua olhando para o céu e bebericando o refrigerante. Um nome não me sai da cabeça, simplesmente não sai. Não sei dizer se é porque estou animada com um presente e quero a opinião se valeu mesmo a pena; se ele vai aceitar me ajudar; ou se simplesmente não o vejo, ou converso com ele faz um tempo. Voltei para casa com esse pensamento, e o que simplesmente leio ao chegar em casa e sentar no computador? Exatamente aquele nome, não estando bem.
Meu mellon, seja lá o que você esteja sonhando, seja lá o que você esteja pensando. Me ouça, pelo menos essa vez e me leve a sério. São apenas sonhos. Muita gente se ilude com mensagens de sonho, eu mesma, e muitas vezes mal quer dizer algo, nem que vá acontecer algo. Não fique receoso. A vida tem ida e vindas, a vida nos tira e nos trás coisas, não vai ser esse sonho que vai traduzir o seu destino.
Não fique complexado, se não irá explodir esse seu mundo que tanto gosta dos sabores. Ouça, aladinho, onde quer que você esteja, onde quer que o seu pensamento esteja, e onde quer que seu desespero irá explodir, a sua mellon está aqui. Sempre esteve, e não se esqueça, meu dever aqui é ouvir e dar abraços.
E nesse texto sem parágrafos, por uma simples preguiça cotidiana, termino por aqui e irei estudar. Somente para a minha culpa cessar e pensar que não posso ir tão mal nessas provas escolares e da vida também.

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