8 de março de 2011

Crescendo.



É engraçado como paramos para pensar em vemos que o tempo está passando, junto com os anos e mal reparamos. Reparar, reparamos sim... no final do ano, quando todo mundo concorda quando você diz "Nossa, esse ano passou tão rápido, não?" dai com um aceno de cabeça acompanhado com a resposta "É verdade, lembro como se fosse ontem o natal passado".


E isso tudo por um ano só. Mas imagine, dois e mais?

Quando pegamos um cachorro para cuidar, ele cresce rápido e não é mais um filhote. A patinha está mais áspera e mais gordinha, e passando os anos, você repara que o seu cachorro, tão amado e querido já está com pelos brancos no bigode. Seis anos.

É engraçado por não ser hilário. É engraçado para não dizer assustador. As coisas crescem, plantas, as pessoas ao nosso redor... nós crescemos, só que demoramos para perceber.

Nosso corpo fica diferente, nas mulheres o seio cresce, nos homens a voz engrossa. O que antes era um pensamento bobo, agora vira um pensamento malicioso. Nosso jeito de pensar e de agir. Muitas pessoas descobrem coisas que nunca imaginaram em si mesmas. Dons, hábitos, seja lá o que for.

Bizarro, não engraçado.

Bizarro porque é engraçado pensar que tudo não fica na mesma, nada fica parado no tempo. E os que ficam parados no tempo, vão se degradando, morrendo aos poucos...

Confesso que se eu pensar muito nisso, corro um sério risco de pensar em excesso e criar hipóteses mirabolantes que fariam qualquer professor de filosofia erguer a sobrancelha e dizer: "Já tentou ir à um psicólogo, querida?"  E de uma coisa eu tenho certeza, não sou a única.

Boa noite, sortudos!

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