7 de julho de 2011

Sorrisos de mentirinha.

                                 

   Uma coisa que eu descobri nessa minha vida, olha que só tenho 16 anos, é que é muito fácil mentir para as pessoas. Não, eu não sou uma grande mentirosa. Eu mal gosto de mentir. Estou querendo dizer que, é fácil enganá-las, omitir, mentir, dizendo apenas um “está tudo bem!” ou pior “tudo ótimo”, uma ironia que ninguém consegue captar. Engraçado, talvez seja porque nunca sou irônica. Eu nunca sou tanta coisa...
  Ultimamente, tenho pensado muito. Tenho me mantido calada, no meu canto, prefiro muitas vezes assim, é bom. Mas tenho me reservado muito, aprendi isso, porque eu nunca fui de me guardar. Mas tenho feito. E isso me sufoca de vez em quando, claro sempre passa, mas sufoca do mesmo jeito.
  Sabe, tenho sorrido para minha mãe, sem querer realmente sorrir. Eu sou forte, sim eu sou! Não duvide, porque enfrento a ida do meu pai de uma forma que eu não pensei que conseguiria, pois então, não duvide. Sim, eu sou forte.  Mas tem sido difícil sorrir para minha mãe, quando na verdade eu só quero ficar quieta e receber um carinho.
  Ela me carinha, me aninha, me conforta como ninguém. Mas, o fato é que estou carente e procuro abraços em todo o canto... claro, não chego abraçando geral e pedindo carinho pra todo mundo. Mas é que eu não conto, simples assim.
  Sofrendo calada. Quem diria que eu faria isso. Eu sempre dou conselhos, apoio as pessoas, e sempre falos coisas positivas para cada um. Eu devia fazer o que eu falo, mas nunca faço. Tão complicado quando seu mundinho está de cabeça pra baixo, e o único que pode mudar isso é somente você mesmo. Todo mundo gosta de uma ajuda básica de um amigo, né? Mas nesse caso, só eu posso me ajudar.
  Outra coisa que aprendi depois de algumas reflexões, é saber confiar nas pessoas certas. Vou ser sincera, não sou uma pessoa desconfiada, mas passei a confiar menos e conhecer um pouco mais. Não é tão simples assim. Julgamentos, hipocrisia, decisões, tudo tem se firmado na minha mente.
  Para muitas coisas eu sou infantil, afinal, eu sou uma garota cheia de imaginação. Amo mundos que, as pessoas dizem, não existir. Acredito em Hogwarts e no Acampamento Meio-Sangue, em Deuses e coisa e tal. Ainda acredito no amor e ainda assim, me divirto como uma criança, e não tento ser o que eu não sou. Mas para outras coisas, eu amadureci, cresci um pouco, e passei a ver certas coisas com outros olhos.
  Amadurecer não é se tornar adulto e sério, e sim aceitar seus erros e dizer “chega” nas horas certas. Amadurecer não é pagar suas dívidas ou se preocupar com coisas sem importância, e sim levar a vida, vivendo-a e não apenas sobrevivendo.
  No fim, esse texto gigante, que começou com sorrisos de mentirinha, terminou em amadurecer. Super maduro fingir que está tudo bem, não é?
  Mas é que tem horas que você esquece dos seus problemas, esquece dos seus complexos, e esquece do que tanto te perturba e curte aquele momento. Acho que é assim que nós levamos a vida, aproveitando os segundos como se fossem únicos... Bem, porque eles são. 

3 comentários:

  1. Ja disse hoje que amo ler o que você escreve? Ainda vou projetar sua livraria hahaha s2 te amo

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  2. Como eu queria estar perto e dar todos esses abraços; sabe que mesmo longe, você pode contar comigo e em momento algum precisa sofrer calada; eu estou aqui para tudo que você precisar, se for pra chorar, contar piada, ficar simplesmente em silencio, eu vou estar ao seu lado seeempre; eu te amo muito e não quero ver esse rostinho lindo cheio de lagrimas;
    beijos minha nativa

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  3. que lindo larry, amo sua imaginação e sua maneira de torná-las parte da sua vida! pro que precisar pode contar ok? não só em palavras, conta mesmo. beijos da betinha s2

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